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Presidente ou Bobo da Corte?



Os clubes de futebol brasileiros, endividados ou quase falidos, criaram uma “solução” para seus problemas. A SAF (Sociedade Anônima no Futebol). Nada mais do que vender a parte boa do clube e ficar com a parte podre, a que só acumula prejuízo. Imaginaram rios de dinheiro para salvar o clube e poder compartilhado. Quanto mais anônimo o sócio investidor, maior a chance de nada mudar. A intenção era ver dinheiro entrar. Dinheiro saindo pelo ralo, já somos especialistas.


Arapuca armada, chegaram os tais investidores. Culturas diferentes, futebol como negócio, lucro e o principal, quem coloca dinheiro manda e não dá satisfação. Torcida é consumidor, não dá palpite. Exemplo: o Vasco da Gama, clube tradicional, mais de 120 anos de história. Venderam 70% de tudo por 700 milhões de reais. O comprador, 777 Partners, um investidor com menos de uma década de existência e nenhuma ligação com a cultura local.


Começaram os problemas. Quem manda no futebol, por contrato é a 777. Clausulas de confidencialidade garantem ao socio investidor, sigilo nas decisões. O dinheiro prometido, atrasou. Cem milhões de aporte só chegou após cobranças e ameaças. Houve troca de poder no Vasco. O ex-jogador Pedrinho, foi eleito para um cargo que poucos queriam, virou presidente da parte social e um completo desconhecido no futebol, sua especialidade. Descobriu tarde que foi eleito Bobo da Corte.


Pedrinho sequer visita o CT do Vasco, não é ouvido por ninguém da parceria, não pode dar pitaco em nada e caiu de gaiato no navio. Numa coletiva chegou a dizer nove vezes que não pode falar nada. Nem representa o Vasco na CBF e na Federação Carioca. Descobriu tarde que o Vasco foi vendido por setecentas moedas e tem o direito de ficar sentado no trono e fazer palavras cruzadas o dia inteiro.


No Brasil, ninguém analisa negócio. Olha a carteira do outro e deseja o dinheiro. Ler clausula de contrato é igual bula de remédio. A tal SAF foi feita para transferir dinheiro, nada mais. Não vai dar certo. É uma bomba relógio. Imaginem um Bobo da Corte vingativo ou um investidor mais “esperto” do que endinheirado. Vai tudo pelos ares.

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