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  • Foto do escritorFutebol em Rede

O CAMELO E A ZEBRA


A Copa do Mundo do Catar 2022 está próxima. A competição está cheia de polêmicas e novidades. A maior polêmica, o duto de dinheiro que fez o pequeno país do Oriente Médio sediar a primeira Copa da região. Entre as novidades, disputa em período diferente, um país que tem dono, o Emir Tamim bin Hamad al-Thani, cultura muito diferente e uma monarquia absolutista, sem partidos políticos. Quando a bola rolar os detalhes serão sugados pela paixão que o futebol representa.


Quem começa a rolar a bola é o dono da festa, o Catar. Será a primeira Copa do Mundo dessa seleção. Só disputa por causa do dinheiro do Emir. Será um simpático camelo para os turistas. Pano de fundo para fotos, sempre valorizando o cenário moderno e rico para o deleite do Emir. Não se iludam, mesmo com apoio do público, é uma seleção sem tradição que joga como coadjuvante. Nas 21 Copas do Mundo, só em seis vezes o dono da festa ficou com a taça. Na última vez foi a França em 1998. Nunca uma seleção sem tradição, mesmo com dinheiro, conseguiu ir além de coadjuvante.


A grande atração do grupo A é a Holanda. Em dez participações conseguiu chegar na final em três oportunidades e nunca ficou com a taça. Chamar a Holanda de grande zebra não é loucura. A seleção volta para a Copa do Mundo após ausência na Rússia. Está longe do poderio da década de 70 quando tinha grandes craques e uma concepção de jogo revolucionária. O grande nome do time é o zagueiro Virgil Van Dijk. Chega às oitavas de final e assume a fantasia de zebra na competição.


Duas seleções irão lutar por uma vaga nas oitavas. Senegal que em duas participações entrou para a história ao bater a campeã França em 2002 e chegar nas quartas de final. Os africanos possuem jogadores conhecidos e rodados na Europa. A grande estrela, Sadio Mané, viaja contundido. Seu adversário será o Equador. Três participações em Copas. No máximo chegou às oitavas em 2006. Fez uma surpreendente Eliminatória e quase ficou fora por polêmica envolvendo nacionalidade de jogador.


Senegal e Equador serão coadjuvantes na competição. Vão lutar jogo a jogo pela sobrevivência e chegar às quartas de final será o limite da aventura. As atrações do grupo são o camelo e a zebra. Nem todo o dinheiro do Emir fará do camelo um cavalo de corrida. Será uma atração turística. Já a Holanda, a zebra, vai apostar na tradição e na sorte. Ver a Holanda quebrar o tabu e ficar com a taça será um desafio inacreditável. No futebol tudo é possível, zebra é zebra e eu aconselho a poupar seu dinheiro e evitar a aposta.



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