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Fico, por enquanto


O Flamengo continua sendo o porto seguro do técnico português Jorge Jesus ( Foto – Divulgação ). Ele mesmo antecipou a assinatura de renovação com o clube. Ficará mais um ano no Brasil e terá assegurado o direito de sonhar com a Europa em cláusulas contratuais. Para mostrar simpatia, baixou valor do contrato em euros. Feitas as contas, a alta cotação do euro, diminui o prejuízo no bolso. O comemorado “fico” de Jesus, deveria ser acompanhado do “por enquanto”.


É evidente que o Flamengo é a segunda opção do Mister. Ele quer mesmo é voltar ao futebol europeu e, se possível, valorizado. Seus feitos em terras brasileiras ( Libertadores, Carioca, Supercopa do Brasil e Recopa ) só fizeram súditos locais. O bom trabalho não alcançou o mercado europeu como ele esperava. O jeito é tentar completar sua biografia no Flamengo com a medalha conquistador de tudo.


É real a possibilidade de pular do barco, no meio do caminho, se os sonhos do Mister forem menos audaciosos. No novo contrato, dizem, está prevista liberação para “um gigante europeu”. Caso o tamanho seja a capacidade de brigar por títulos, melhor. Reduz o perigo. Outro limitador é a dificuldade linguística. Jesus pode ser tão bom quanto Mourinho, mas não fala inglês, nem se preparou para enfrentar os obstáculos da linguagem na Europa.

Jorge Jesus tem o direito de sonhar. Pode até exigir liberação em contrato para realizar seus desejos íntimos. Porém, seria mais justo com o Flamengo se esses detalhes liberatórios fossem conhecidos. Saberíamos o tamanho e o perigo concreto ao assinar o contrato. Assim os sonhos de um lado não seriam pesadelos diários para o outro lado. O acordo para permanecer no Flamengo deixa claro que para o clube, Jorge Jesus é única opção obrigatória. Para o treinador, o Flamengo é o que temos para o momento.