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  • Foto do escritorFutebol em Rede

DURA REALIDADE


O sentimento de frustração do torcedor do São Paulo é compreensível. Na temporada o time chegou em duas decisões (Paulista e Sul-Americana) e decepcionou. Na verdade, o time foi longe demais. No Paulista foi mais doloroso, terminou em pesadelo com uma goleada para o rival Palmeiras. Na Sul-Americana, o time chegou nos pênaltis contra adversários frágeis. Pegou o Independiente Del Valle, invicto e fracassou.


O São Paulo deixou de ser o “soberano” de outros tempos. Caiu a qualidade em todos os sentidos. A última conquista expressiva foi o tricampeonato brasileiro 2006/07/08. Exceções: o meio título da Sul-Americana 2012 e o Paulista 2021. Um belo tombo para quem ganhava muito dentro de campo e era exemplo de modernidade fora de campo.


A realidade Tricolor é dura. O clube foi atropelado pelos concorrentes em estrutura, organização e resultados. Dentro de campo, jogadores que se destacam são questionados e viram realidade longe do clube, rendendo pouco dinheiro e sem conquistas esportivas. O último treinador com começo, meio e fim foi Muricy Ramalho. Na política do clube, que um dia teve cardeais, hoje tem coroinhas saindo no tapa por reeleição.


A boa notícia é que o time não ganhou nada neste ano. Ninguém ficará iludido com um time mediano, um elenco formado no desespero e cheio de contratações estranhas. Nikão, Rafinha, Ferraresi, Colorado, Gabriel Neves, Alisson, Marcos Guilherme, Galoppo, Bustos e dois goleiros que não valem um. Quase um time completo de frustrações. Ainda tem os veteranos em baixa como Miranda. Reinaldo e Eder. O São Paulo vive do esforço de Calleri, a vontade de Luciano e as apostas em garotos da base.


Ídolo incontestável como jogador. Rogério Ceni ainda é um promissor e irregular treinador. Chegar em duas finais com esse elenco não pode ser considerado um trabalho ruim. Mais do que isso é esperar que uma omelete seja a atração de uma churrascaria. Trocar de treinador não vai resolver nada. O São Paulo precisa reformular o elenco. Dispensar um montão de apostas erradas e deixar de fazer besteira nas contratações.


De imediato precisa de um goleiro. A contratação mais difícil. Precisa de zagueiros e alguém com mais cérebro do que vontade na criação do meio de campo. Fora de campo precisa de uma revolução de competência. No mínimo, resgatar o perfil de inovador dos bons tempos. Lógico que nada vai acontecer como mágica. Vai precisar de tempo para conseguir resultados. A dura realidade do São Paulo exige pés no chão e trabalho. Muita dedicação para o “soberano” de outros tempos deixar de ser o coadjuvante de hoje.



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