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DURA REALIDADE


Empatar com o Santos, em frangalhos, 1 a 1, dentro de casa, deixou sinais preocupantes no Corinthians. Após a partida, Dyego Coelho ( Foto – Rodrigo Coca/SCCP ), técnico interino, interpretou como algo positivo, um resultado que frustrou todos no clube. A dura realidade, o Corinthians achou o gol de empate numa falha do goleiro adversário, teve a sexta escalação diferente em seis jogos, não vence há quatro partidas e não dá para se esconder na toca. O time está no limite da zona de rebaixamento e não dá sinais de melhora.


O estressado Coelho não é o culpado pela situação. A pressão no Corinthians incomoda jogadores experientes e ídolos como Cássio, Fagner e Gil. Dá até para imaginar o que sente o jovem treinador no comando do time. Porém, fugir da realidade só vai piorar a situação. Para ter futuro na carreira é preciso saber interpretar os números do jogo e não se agarrar nesses números para evitar os problemas. Enxergar a realidade é o primeiro passo para tentar consertar algo que está errado.


O Corinthians enfrentou um adversário tradicional, verdade, mas cheio de problemas. O Santos arriscou no início do jogo. Mereceu abrir o placar. Optou por explorar os erros do rival e deixou de buscar o jogo. Lógico que com a necessidade e jogando em casa, o Corinthians passou a ter volume na partida. O desenho do jogo era esse, o Corinthians com a bola e o Santos com o contra-ataque. O gol do empate saiu numa falha juvenil do goleiro João Paulo. Tentou socar uma bola, dentro da pequena área e perdeu para o adversário. Faltou experiencia ao bom goleiro do Santos.


Coelho fez mudanças no time que merecem ser entendidas. Cazares, mesmo sentado no banco de reservas, se movimenta mais do que Luan em campo. Jô não vive boa fase e Boselli apareceu mais. É injustificável apostar nos meninos Roni e Mantuan na atual fase do time. É querer valorizar demais a base. São os mais rodados que precisam tirar a equipe do momento atual. O Corinthians teve chance de virar o jogo, não conseguiu e não pode esconder que o adversário, em frangalhos, aceitou o empate após a falha do goleiro e só administrou o jogo. O empate foi bom para o Santos. Quem precisava fazer algo era o Corinthians.


Por mais bem intencionado que seja, Dyego Coelho, não é a solução para o Corinthians. A dura realidade aponta a necessidade de um treinador experiente antes que seja tarde. Não dá para contratar onze titulares novos e mudar o time. Muito menos acreditar que um ou dois garotos da base irão fazer diferença. É hora de assumir responsabilidades, independente de eleição no clube. Deixar o tempo passar é se esconder na mesma toca do técnico interino e deixar o pepino para outro resolver.