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Conmebol insiste em dinheiro com a Libertadores

A Libertadores da América é a principal competição da Conmebol e deveria ser tratada com mais carinho. Vira e mexe, acontecem mudanças simbólicas, quase uma maquiagem, para dar um ar de modernidade e aumentar o faturamento. Já está oficialmente definido que iremos copiar a Liga dos Campeões da Europa com final em jogo único. Em 2019 a final será em Santiago no Chile. A ideia é ganhar mais dinheiro com transmissão de TV e a concorrência das cidades pelo evento. Final única não deixa de ser uma ideia a ser testada, mas não acredito que vá vingar de imediato. Não temos no continente condições econômicas que viabilizem o esforço por sediar a competição, nem a tradição e até a penetração dos clubes europeus. A intenção maquiada é levar a final da Libertadores para a América do Norte. Miami deve ocupar os sonhos de muitos dirigentes da Conmebol. Há anos o assunto é tratado como uma solução inquestionável para expandir lucros. Para atingir o objetivo, tem que empurrar para dentro da competição os times do México e dos Estados Unidos. Já fizeram isso com os mexicanos e o interesse não decolou. Tecnicamente houve interesse, mas a logística e o aumento de custos para os times locais, são inquestionáveis. Agora, a partir de 2020, entram também os times norte-americanos. Estes sem interesse técnico, sem tradição e certamente com uma logística mais absurda. Tudo em nome do dinheiro. Ou melhor, do dinheiro com nome, dólar.