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BATEU O DESESPERO


O Grêmio namora firme com o terceiro rebaixamento da sua história no Brasileiro. O time gaúcho que caiu em 1991 e 2004, demitiu Luiz Felipe Scolari ( Foto - @gremiotv ) após o quarto jogo consecutivo sem vencer na competição. Em teoria faltam 15 jogos ( 8 em casa e 7 fora ), 45 pontos em disputa e ainda há chance matemática de sobreviver ao desastre. Tudo indica bateu o desespero na direção do clube. Não dá para reforçar o time, muda-se o comando e espera-se um milagre.


Achar um novo comandante nessa altura da competição e que dê certo, faça o time alcançar 42 pontos, média dos últimos quatro anos, para evitar o rebaixamento, será um feito e tanto. Felipão tem histórico no Grêmio. Foram seis títulos em quatro passagens pelo clube. É o segundo treinador que mais dirigiu o clube ao longo de toda história. Além da identificação, antes da demissão, o treinador tinha 47 % de aproveitamento em 21 jogos. Caso mantivesse a média, o time estava salvo. Seriam 21 pontos em 45 disputados. Somados aos 23 pontos atuais, 44 pontos ou dois pontos acima da média dos últimos quatro anos.


Lógico que para salvar o Grêmio, Felipão teria que melhorar o desempenho na competição. Com os 33 % de aproveitamento atuais, não dava. Teria que melhorar fora e dentro de casa. A aposta no treinador teria que levar em conta, histórico, identificação e o trabalho realizado com esse mesmo time no período. Os defensores da demissão dirão que nos últimos dias teve crise no vestiário, jogador irritado e até pedido para tornar o esquema tático mais ofensivo. Sim o ataque não anda bem, mas tem os mesmos números de São Paulo e Atlético GO.


Felipão é o mestre do nós contra eles. Assim, já fechou grupo e até criou a lenda de família Scolari. A seu favor, tem oito times com defesas mais vazadas do que o Grêmio. Manter o treinador não era garantia de sucesso, mas trocar é uma aposta sem volta. O “escolhido” terá que chegar e, na conta simples, ganhar metade dos jogos que restam para evitar o desastre. Vai ser um golpe de sorte. Ninguém no atual elenco tem tanta história no Grêmio do que Felipão. Apostar que uma cara nova, com esse mesmo elenco, vai resolver o drama, é desespero. Caso dê certo, além de comemorar a aposta no escuro, o Grêmio deve avaliar seriamente o elenco. Correr o risco de um terceiro rebaixamento, não é culpa exclusiva dos três treinadores que passaram pelo clube. A conta deve cair no colo dos jogadores e das escolhas da direção do clube.