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TITE: CONSERTE A “CACA”.O DANILO TEM QUE JOGAR!

Olá amigos.

Perdoem o termo “chulo” do título acima, mas foi isso que o Tite fez na partida contra a Coreia do Sul, em Seul, na última quinta-feira (2). Faz tempo que todos pedem o Danilo na Seleção, volante revelação do Palmeiras com 21 anos de idade e futebol moderno, defendendo, atacando, esbanjando categoria em todas as competições deste ano.


Justíssima a sua convocação para a Seleção nestes dois jogos da data FIFA contra a Coreia do Sul, em Seul, e contra o Japão, em Tóquio. Palmeirenses assimilaram e aplaudiram a chamada do garoto mesmo tirando-o do clássico contra o Atlético MG, jogão do Brasileirão.


E aí a “mancada” e a decepção. Escala o time para enfrentar a sabida fraca equipe coreana e o Danilo não fica nem no banco.

Absurdo total!


Para estreia na Seleção, o jogo contra a Coreia seria doce de coco. Ganhou de 5 a 1 e poderia ter sido 10 a 1, no mínimo, com bolas na trave e milagrosas defesas o goleiro sul-coreano. A revolta é geral de palmeirenses e até não palmeirenses.

Acredito até para o próprio jogador.


Imagino que Tite ou alguém da Seleção tenha dado alguma explicação a ele.

E isso me faz lembrar do saudoso amigo Samir Achoa, brilhante advogado, político e radialista, que dizia: “O cara mata a mãe e tem uma explicação. Se não tem, o advogado arruma uma”. Danilo deveria até começar jogando contra o Japão. Ficar no banco e ser utilizado durante a partida é o mínimo que se pode esperar.


Outro assunto que também marca tremenda injustiça. Por que não chamar nesta reta final de preparação para o Mundial do Catar no final do ano o Raphael Veiga, que merece essa oportunidade em razão do seu futebol no Palmeiras e nos títulos conquistados pelo Palestra?


E o Hulk? Veterano, saúde de ferro, goleador, experiente e físico avantajado, privilegiado ... baita jogador. Sei que dirão: “Ele não precisa teste. Se precisar é só chamar e aproveitá-lo.”


Hulk nem todos sabem, tem boa cabeça, joga muito, faz gols, dá assistências para outros marcarem, é ambidestro e tem preparo físico inigualável. Após os treinos no clube, quando volta para casa, tem uma sala com aparelhos, esteira, banheiras e equipamentos de recuperação todos de última geração e malha mais outra sessão.

Um exemplo de profissionalismo e tremendo boa praça. Merece a Seleção e pode ser útil até nos papos com os companheiros em várias circunstâncias.


No seu dialeto “TITÊS”, declaração do nosso técnico na entrevista após os 5 a 1 contra a Coreia:


“Manter padrão e dar sentido de organização para a equipe. Quando não tem sentido de organização, você não está dando oportunidade, está jogando atleta para dentro de campo. A gente procura ajustar. Também queremos oportunizar, mas em cima do que os jogadores fazem no clube e aqui na Seleção". (Sic?)


Em entrevista, esse tipo de fala é para ganhar tempo, mostrar erudição e, porque não, “malandragem”, driblando para não ir ao cerne das questões. Com os “boleiros”, a conversa é outra e o vocabulário é outro bem diferente.


Fechando a coluna, não vamos nos iludir: jogar só por aqui nas competições oficiais da Conmebol, jogar contra asiáticos, algumas equipes africanas e obter bons resultados só serve para iludir.


Quando a “cobra fumar”, como diziam os nossos soldados “pracinhas” na Segunda Guerra Mundial, a coisa é outra. Aí vamos enfrentar as grandes seleções da Europa principalmente, que, “malacos”, sempre alegam não terem datas para amistosos contra o Brasil. Aqui ... “óh! ...


Um abraço.

Lucas Neto