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Voltar de cabeça erguida


Voltar de cabeça erguida para a elite do futebol brasileiro tem que ser o desafio do Cruzeiro. Não adianta lamentar, bater o pé ou abrir berreiro. O tempo de revolta, dor e protesto acabou. Agora, é corrigir a rota e limpar as áreas que descarrilharam o trem azul. Ao torcedor cabe abraçar a causa e provar seu carinho pelo clube. O Cruzeiro caiu dentro de campo, pelos erros que cometeu fora dele. Chegou o momento de provar que o clube é realmente grande.


Há muito o que fazer. O primeiro passo é consertar o desastre administrativo do clube. A queda para a série B, nem de longe, é o pior problema do Cruzeiro. Os escândalos financeiros e administrativos, preocupam. Acovardado, Wagner Pires de Sá, presidente, ameaçou renúncia. Absurdamente culpou a imprensa por divulgar os escândalos do clube e tentou justificar o desastre, no cancelamento de um aporte financeiro externo que aliviaria o buraco que seu grupo cavou.


Rasgar contratos ou desacreditá-los só vai aumentar a crise de credibilidade no clube. O momento é de dignidade. Negociar para corrigir o que foi feito errado pela gestão atual. Lançar plano de saúde, nesse momento, é um absurdo. Nem parece que o Cruzeiro, doente, acaba de entrar na UTI. Apertar o cinto, cortar na própria pele é o primeiro sinal de boas intenções. O futebol precisa passar por uma séria reformulação. Adequar o elenco para um novo patamar financeiro exige reflexão e uma limpeza profunda. Para o Cruzeiro a queda inédita, não deve ser encarada como fim do mundo. Existem bons exemplos de clubes que caíram e voltaram melhor.