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VIDA QUE SEGUE


Apesar das cabeçadas da diretoria, o Santos segue fazendo boa campanha no Campeonato Brasileiro e venceu o Coritiba, 2 a 1, fora de casa. O jogo deve marcar a despedida de Soteldo ( Foto – Divulgação ). O pequeno venezuelano marcou de pênalti o segundo gol santista e deixa boa imagem. Cuca sabe que a situação financeira do clube exige a saída do jogador e conformado vai tocar o time e manter o excelente trabalho com as limitações que o Santos vive.


Soteldo é jovem, 23 anos, talentoso e em duas temporadas com a camisa do Santos, provou que merecia o investimento feito. Porém, para ter o jogador em definitivo, o Santos teria que comprar a outra metade dos direitos que ainda pertencem ao Huachipato do Chile. Dezenove milhões de reais para resolver a questão. Para piorar, o clube chileno obriga o Santos a liberar Soteldo se surgir uma proposta de 12 milhões de dólares. Paga e fica com o jogador ou libera. Sem dinheiro em caixa, já foi pressionado pela dívida e ainda está longe de colocar em dia pendências FIFA com outros clubes para respirar financeiramente.


Lógico que o Santos perde tecnicamente e aumenta o tamanho do milagre que Cuca terá que fazer para manter o time na briga por títulos. Mas não há saída. Soteldo sai por 39 milhões de reais. O Santos repassa 19 para o Huachipato e embolsa 20 milhões de reais para apagar focos de incêndio. O maior adversário do Santos é a direção do clube. O caos financeiro é grande e liberar Soteldo virou obrigação. Enquanto os dirigentes seguem cometendo erros, Cuca vai fazendo milagres.


Na situação que o clube vive, inventar a polêmica volta de Robinho, não ajudou em nada. Criou confusão, desgastou a imagem e perdeu, pelo menos um patrocinador. O clube e o jogador voltaram atrás com o desgaste provocado. A paixão por Robinho não pode ser maior do que a paixão pelo Santos. O clube exige hoje, seriedade para sair do caos financeiro. Deveria seguir o exemplo de Cuca e tirar de onde tem pouco, o suficiente para conseguir bons resultados. Dentro de campo o Santos vai bem, apesar das trapalhadas dos seus dirigentes.