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Uma vergonha histórica

Os argentinos apelidaram a decisão da Libertadores entre River Plate e Boca Juniors como a final do fim do mundo. Nem de longe imaginaram que a tão aguardada decisão seria a maior vergonha do mundo. Na chegada da delegação do Boca, torcedores do River Plate apedrejaram o ônibus dos adversários. Pelo menos duas vitimas de estilhaços de vidro, a principal, o capitão do Boca Juniores, Pablo Perez. O ato violento e idiota dos torcedores foi só o inicio da bagunça. A Conmebol bateu o pé para realizar a partida, o Boca Juniores insistiu na pressão por não jogar e uma série absurda de ações, deixaram os mais de 60 mil torcedores no estádio sem uma solução por quase quatro horas. Alejandro Dominguez ( Foto – conmebol.com ) , presidente da Conmebol, passou vexame com a presença do presidente da Fifa, Gianni Infantino. Foi uma prova de incompetência incontestável. Faltou postura, capacidade de decisão e até autoridade. Como assessor do Corinthians já passei por situação parecida na chegada ao estádio. Esse tipo de atitude idiota não é incomum. O maior erro foi dar margem ao acidente. Os policiais deveriam evitar a tragédia afastando os torcedores de onde passaria o ônibus. Falta de planejamento da polícia, violência e incapacidade da Conmebol na tomada de decisão sobre a realização ou não do jogo. Correram risco enorme de uma confusão generalizada com mais de 60 mil torcedores. Seria uma tragédia digna de final do mundo. No primeiro jogo, São Pedro adiou com as chuvas. No segundo, a chuva de pedras cancelou tudo. Uma imbecilidade e uma falta de organização que envergonham os envolvidos na Libertadores da América. O mundo viu, acompanhou e o presidente da Fifa foi testemunha. Nessa Libertadores aconteceu de tudo. Jogador irregular, time punido, outros sem punição. Uma bagunça total. Teve jogador expulso injustamente e expulsão cancelada para o segundo jogo. Na Libertadores, já aconteceu até morte graças à sinalizador na arquibancada. Algo precisa ser feito. Pessoas como Alejandro Dominguez não podem estar à frente da Conmebol. Aliás, a entidade já teve presidente condenado, acusações de propina e até de desvio de dinheiro que deveria ser repassado aos clubes. Os argentinos adoram apelidos e desta vez acertaram no alvo. Manter as coisas como estão, nas mãos de pessoas incapazes de organizar uma decisão de futebol, é mesmo o fim do mundo.

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