• Futebol em Rede

Tudo ou nada? O que Diego e Robinho ainda podem dar para o Santos?

Respondendo a pergunta da manchete, eu diria que pouco podem ainda acrescentar. Tiveram passagem excelente pelo Santos, nasceram lá e de lá saltaram para a fama mundial. Mas o presidente José Carlos Peres pensa que o Santos será revivido se essa dupla voltar à Vila Belmiro, em 2019. Será que é isso mesmo ou mais uma das declarações bufônicas do presidente que fala muito como torcedor e derrapa como administrador?

Robinho é ídolo da torcida. Ajudou demais o clube. Em 2002 foi o craque do time campeão Brasileiro e na final contra o Corinthians, nos 3 x 2, do Morumbi, talvez tenha jogado a sua melhor partida com a camisa alvi-negra. Ficou marcado como o jogo das pedaladas. Foi ainda vice da Libertadores em 2003 e campeão brasileiro novamente em 2004, ano em que sua mãe foi sequestrada e isso apressou sua saída do Brasil para o Real Madrid num negócio melhor do que a venda de Neymar para o Barcelona.

Em 2010 ajudou de novo. Era o catalizador das atenções daquele time de Dorival Júnior que começava a se encorpar tendo os meninos Neymar e Paulo Henrique Ganso como craques promissores. Ambos tinham em Robinho um irmão mais velho e um ídolo. Isso tirou a pressão dos garotos e Robinho segurou bem a onda para que ambos pudessem surfar à vontade. Foi campeão da Copa do Brasil. Não ficou para a conquista da Libertadores-2011 e nem para o desastre do Mundial no fim daquele ano.

Robinho voltou em 2016 e acabou campeão paulista. Um título que ele não tinha. Hoje aos 34 anos e jogando na Turquia está vivendo o ocaso de uma boa carreira. Esperava-se um jogador que conquistasse o Mundo quando apareceu e não foi bem assim, mas pode ser considerado um grande jogador de futebol, principalmente no Santos.

Já Diego jogou pelo Santos de 2002 a 2004 quando foi negociado para o Porto, de Portugal. Ganhou também os Brasileiros 2002-2004 e foi vice da Libertadores-2003. Nunca foi o craque que se se esperava. Andou por vários clubes da Europa, não se firmou na Seleção Brasileira, onde Robinho teve participação melhor que ele, e agora no Flamengo também não foi aquele jogador para mudar o panorama de um jogo num lance brilhante. É mau jogador? Não, longe disso, mas ficou abaixo do esperado pelo que mostrou no começo da carreira.

Ambos custariam muito para um time limitado financeiramente como é o Santos. Só na cabeça megalomaníaca de um presidente como Peres para trazer dois jogadores caros em fim de carreira. Diego agora tem 33 anos. O Santos devia revisitar o seu passado e procurar na base outros Robinhos e outros Diegos. São mais baratos e podem dar lucro ao clube no futuro. Afinal dizem por aí que craque historicamente o Santos faz em casa. É a hora de fazer de novo. Ninguém ressuscita a história. Essa já está na parede e os seus personagens também. Não tem volta, só boas lembranças.

#Flamengo #Robinho #SeleçãoBrasileira #Porto #Diego #Santos #corinthians