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Tarefa espinhosa


Tarefa espinhosa para Abel Braga ( Foto – Carlos Gregório Jr / CRVG ) no Vasco da Gama. Construir um time com uma base de jovens e evitar que a realidade desperte críticas ácidas pelo rendimento da equipe, requer um esforço enorme. Para aumentar o desafio, o clube deve três meses de salários e a situação financeira não inspira confiança. Tudo misturado com três competições simultâneas. Vida dura para quem tenta resgatar a imagem.


Abel Braga é um treinador competente. Campeão histórico no Internacional e Fluminense. Passou por uma turbulência no Flamengo, de onde saiu magoado e traído. No Cruzeiro não evitou a tragédia do rebaixamento e pediu o boné. Para resgatar a imagem de vencedor, aceitou o impensável desafio de conduzir o Vasco, mesmo sabendo que a situação financeira caótica é um adversário a ser temido.


O maior problema é que o Vasco é grande demais para um longo jejum de títulos e ter pouca esperança de dias melhores. Quem assistiu ao jogo da Copa do Brasil contra o Altos (PI), notou que a realidade é desanimadora. Contra um time semiamador, o Vasco errou muito e só permanece vivo graças a um empate impensável. Com boa vontade, dá para ver algum valor em parte do jovem elenco. Fazer o time dar liga e deixar de ser um mero coadjuvante na temporada é uma tarefa espinhosa demais. Pobre Abel Braga.