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SOFRIMENTO E TORTURA


O Corinthians de Tiago Nunes ( Foto – Divulgação ) continua o mesmo. Um time indefinido no meio campo e que sofre para chegar ao ataque. Não fosse um pênalti inexistente a seu favor, teria perdido para o Botafogo no primeiro jogo com nome oficial na Arena. O treinador confunde mais do que ajuda nas mudanças que faz na equipe. Deu sorte de achar o gol de empate nos acréscimos e segue o sofrimento.


A prometida mudança de estilo no Corinthians não ganha corpo. Não há uma definição de time e de estilo de jogo. A cada partida um meio de campo diferente. A única jogada eficiente, a subida de Fagner ao ataque, ficou irregular. Parece que o treinador confia demais em alguns jogadores e procura um jeito de colocá-los em campo. Camacho é um exemplo. Na função já foram testados Camacho, Gabriel, Ederson e Cantillo. Na esquerda, a bola da vez é Mosquito. Já jogaram no setor Everaldo, Matheus Vital, Jandeson e chegou Otero.


O time ofensivo projetado, virou Jô comendo mosca no ataque e pronto para fazer um milagre. O meio de campo do Corinthians só tem um titular, Ramiro. Luan, contratado como estrela, já igualou sua irregularidade dos últimos anos no Grêmio. Parece até que Tiago Nunes prefere Araos, mas tem medo de assumir a decisão. Saída de jogo virou obrigação da zaga e os adversários marcam pressão esperando o erro. O Corinthians tortura seu torcedor.


Já passou da hora de Tiago Nunes provar para que veio. Ganhou sobrevida com uma reação no Campeonato Paulista, inesperada. Sim, poderia ser campeão. A decisão contra o Palmeiras foi arrastada e sem provar quem era o melhor. O Palmeiras de Luxemburgo é o próximo adversário. Que sirva de comparativo. Desde a decisão estadual o Corinthians não evoluiu nada. Nem tem meio de campo titular, nem esquema de jogo ofensivo. O time pode ser definido como tortura e sofrimento. Nem sempre a sorte vai ajudar e evitar pressão por resultados.