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  • Foto do escritorFutebol em Rede

Seria ótimo se Luxa deixasse seu auxiliar falar


Vanderlei Luxemburgo sempre gostou de criar factóides em suas entrevistas. Era assim em seus melhores momentos como treinador, lá nos anos 1990. As décadas passaram, hoje Luxa não ganha mais nada importante.

Mas segue firme na estratégia de desviar o foco quando o time que ele dirige perde.

O que virou rotina no Corinthians que comanda.

Será que comanda mesmo?

Luxa virou uma espécie de porta-voz do clube.

Tudo é com ele.

Só ele fala.

O presidente, Duílio Monteiro Alves, em final melancólico de gestão, pouco ou quase nada aparece para falar com os jornalistas.

Os responsáveis pelo departamento de futebol muito menos.

Então, a bola fica com o Luxa.

E aí ele desanda a questionar os jornalistas durante as entrevistas coletivas. Quer até impor aos repórteres ou que deve ser perguntado.

Já disse até que não está ali para explicar o motivo de ter escalado este ou aquele jogador.

E muito menos quer explicar a respeito do esquema tático que escolheu para a sua equipe.

Que está bem próxima da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Que foi eliminada de maneira incontestáveis pelo São Paulo da Copa do Brasil.

E que está muito longe de ser a favorita no confronto com o Fortaleza nas semifinais da Copa Sul Americana.

Após a derrota para o Fortaleza, nesta quinta-feira, 15/9, por 2 a 1, pelo Brasileirão, Luxa contestou um repórter quando este disse que, com a derrota, o Corinthians corre o risco de despencar para a zona de rebaixamento.

Isso é fato.

O Corinthians ficou a cinco pontos do Santos, que, com 21 pontos, é o primeiro clube da zona de perigo.

Luxemburgo contestou a pergunta.

Para ele, o Corinthians não corre risco de cair para a Série.

“Não vejo futebol dessa forma”, disse.

Vanderlei Luxemburgo faz rodeios, faz discursos vazios e facilmente contestáveis.

Usa o seu passado de conquistas para tentar impor uma maneira de pensar, desconectada do futebol atual.

Vanderlei Luxemburgo tem um auxiliar, que leva com ele para todos os times que o contrata nos últimos anos.

Maurício Copertino, ex-zagueiro do Santos na década de 1990, de futebol tosco, é o nome dele.

A tarefa mais difícil do dia a dia do Corinthians é de Maurício Copertino.

O futebol de hoje, jogado com muito mais intensidade do que nos tempos de glória de Luxa, exige que o treinador esteja adaptado a métodos modernos de treinamentos.

É assim: a modernidade da rotina de treinos do Corinthians é missão de Maurício Copertino.

Luxemburgo fica com os holofotes.

Fica com ele a tarefa de falar com os jornalistas.

Como nada ou quase nada entende do trabalho de Maurício Copertino, Luxa desanda a criar frases polêmicas nas entrevistas coletivas.

Quando insiste em falar de tática, escorrega.

Mas ele sabe muito bem que o que ele fala vira tema de debates nos programas esportivos das emissoras de rádio e de televisão.

É o que ele quer.

Mais sensato seria o Maurício Copertino conversar com os jornalistas.

Mas isso Vanderlei Luxemburgo não quer.

Pior para todos nós, reféns de suas risíveis tentativas de ensinar repórteres a perguntar.


Wladimir Miranda cobriu duas copas do mundo (90 e 98). Trabalhou nos jornais Gazeta Esportiva, Diário Popular, Jornal da Tarde, Diário do Comércio e também na Agência Estado. Iniciou no jornalismo na Rádio Gazeta. Trabalhou também na TVS, atual SBT. Escreveu dois livros,de grande aceitação no mercado editorial: O artilheiro indomável, as incríveis histórias de Serginho Chulapa e Esconderijos do futebol.

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