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SERÁ QUE CAI? AH, CAI...

“Manda embora agora, antes que seja tarde demais”.


A frase acima é, sem dúvida, uma das mais comuns e também mais verdadeiras do futebol brasileiro. Desde que o mundo – da bola – é mundo, bastaram alguns maus resultados seguidos ou até mesmo apenas um título perdido para que um treinador fosse demitido. Hoje, é verdade, a situação até que se alterou um pouquinho, com os “professores” recebendo uma certa dose a mais de paciência por parte de dirigentes e torcedores. Mas ai deles se começarem a perder além da conta.

O futebol paulista vive tal situação envolvendo seus quatro principais clubes. Por motivos diferentes, os técnicos de Santos, Palmeiras, Corinthians e São Paulo correm o risco de não mais estarem à frente de seus clubes dentro de algum tempo (ou de pouco tempo).

Destes quatro profissionais, o que parece estar mais próximo da porta da rua é Rogério Ceni. Embora maior ídolo de todos os tempos de todos os são-paulinos, dada a gloriosa carreira que teve como atleta, ele é contestado demais por grande parte da torcida, que lhe cobra um padrão de jogo desde que ele esteve no comando do time da primeira vez. Para piorar, informações dão conta de que após o episódio com o atacante Marcos Paulo, cuja atenção chamou de forma ríspida e até mal educada na frente de todo o elenco, o grupo não o suporta mais e até já pediu à diretoria, e mais de uma vez, para que o despeça.

Situação completamente inversa, mas paradoxalmente também bastante semelhante, vive Fernando Lázaro. Mantido no cargo após ocupá-lo de forma interina a pedido dos líderes corintianos, seus resultados e, principalmente, o futebol apresentado pela equipe até aqui têm deixado a Fiel por vezes decepcionada, noutras irritada. E se o Timão não melhorar rapidamente, sempre existirá um fantasma chamado Tite a assombrar o filho do eterno Zé Maria.

No Peixe, o que pega é a qualidade do elenco. Financeiramente próximo à falência, problema que enfrenta há muito tempo, o clube não consegue dar a Odair Hellmann um time condizente com a grandeza santista, e o treinador se vira como pode. O lado positivo desta situação é que os alvinegros praianos têm ciência dos fatos, e por isso tendem a ser um pouquinho mais pacientes. O lado ruim é que não há paciência que resista a uma sucessão de maus resultados e a uma proximidade muito grande da zona do rebaixamento deste Brasileirão.

Por fim, e por mais incrível quer pareça, até mesmo Abel Ferreira corre o risco de perder seu emprego. Embora multicampeão pelo Verdão (já são nove suas conquistas expressivas em apenas dois anos e cinco meses), amado pela torcida e respeitado ao extremo pelo grupo, o português também tem chances de trocar de ares muito em breve, já que é um dos nomes cotados para assumir o comando da Seleção Brasileira caso o italiano Carlo Ancelotti não tope trocar o Real Madrid/ESP pela Canarinho, no meio deste ano.

Então, façam as suas apostas...

­­­­­­­­­Márcio Trevisan é jornalista esportivo há 34 anos. Escritor com cinco livros publicados, começou no extinto jornal A Gazeta Esportiva, onde atuou por 12 anos. Editou várias revistas, esteve à frente de vários sites, fez parte de mesas redondas na TV e foi assessor de Imprensa da S. E. Palmeiras e do SAFESP. Há 17 anos iniciou suas atividades como Apresentador, Mestre de Cerimônias e Celebrante, tendo mais de 450 eventos em seu currículo. Hoje, mantém os sites www.senhorpalmeiras.com.br e www.marciotrevisan.com.br. Contatos diretos com o colunista podem ser feitos pelo endereço eletrônico apresentador@marciotrevisan.com.br.



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