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Seleção Brasileira: A vitoriosa camisa azul "nasceu" nas ruas de Estocolmo

Seleção Brasileira: A vitoriosa camisa azul "nasceu" nas ruas de Estocolmo. Eu gosto da Seleção quando joga de amarelo, mas a azul é apaixonante. Tem história vencedora essa camisa que vem desde a decisão da Copa de 1958, com o título na Suécia. Há poucos dias, o Brasil venceu o Paraguai, 2x0, em Assunção, nas Eliminatórias, vestindo azul. Parece que a vitória fica mais bonita, mais nobre.



Antonio Roque Citadini, um amigo que fiz no futebol, lembrou da história do surgimento dessa camisa. Faço questão de repassar a história a vocês. Afinal, faz parte do futebol e de como a superstição mexe com as situações. Embora não pareça, mas mesmo com toda a tecnologia atual, a superstição ainda entra em campo.



Disse o Citadini: "Essa bela camisa azul devemos ao jogo final da Copa de 58, na Suécia. As duas equipes tinham a camisa número 1 da mesma cor; Era o amarelo. A Suécia tinha a preferência e optou pelo amarelo. O Brasil teria que jogar com a camisa número dois, que era branca, a mesma cor da derrota de 50 na final contra o Uruguai.



Didi dizia que dava azar. Paulo Machado de Carvalho, chefe da delegação, reuniu o elenco com o psicólogo Dr. Carvalhaes, que disse que era apenas uma crendice. A camisa branca poderia ser usada e não atraia azar nenhum.



Didi, fincou o pé: "Com a branca, não". Foi uma tarde de impasse. Paulo Machado mandou o massagista Mário Américo dar uma volta na cidade (Estocolmo) para ver se encontrava outra camisa. O impasse continuava e o psicólogo dava todas as explicações sobre a invencionice do azar, quando Mário Américo chega com uma camisa azul e mostra para o chefe da delegação enquanto Carvalhaes pregava contra acreditar em lendas e etc.



De repente, Paulo Machado de Carvalho, levanta a camisa azul e diz: "Vamos jogar com ela, a azul, as cores do manto de Nossa Senhora Aparecida, ela nos levará à vitória"., Didi gostou: "Com essa nós jogamos" e o psicológo, que passou o dia todo criticando as crendices, desolado e vencido, foi dormir.



Pronto: O Brasil jogou de azul e venceu o Mundial. E nós ganhamos uma bela camisa. História contada verbalmente por Mário Américo para o Citadini. A crendice venceu a "ciência". Esse é o futebol.



Em tempo: Antonio Roque Citadini é um dos grandes dirigentes com quem eu convivi. Faz falta no futebol atual suas belas tiradas e suas ações. Foi um vencedor no seu Corinthians, mas sempre teve muito respeito pelos adversários por mais que os cutucasse ou levasse cututadas verbais deles. Eram tempos diferentes, menos sisudos e mais saudáveis, eu diria.



É uma pessoa extraordinária além de culto e competente. Eu o sigo nas suas Redes Sociais e sempre tem boas observações para fazer sobre variados assuntos. É um aprendizado sempre. Obrigado pela bela história e amizade.