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ROLETA DE TÉCNICOS NO FLAMENGO


O Flamengo acertou na roleta ao apostar no português Jorge Jesus. O Mister, também chamado Rei do Blefe, chegou na hora certa. Teve reforços num elenco muito bom e conseguiu títulos, vitórias e bom futebol. O problema de quem aposta na roleta ( todos os jogos de azar ) é acreditar que sempre a sorte vai resolver os problemas e não se contentar com prêmios menores. Pior ainda, quando a sorte abandona, a aposta vira vício e o caos acontece.


O aproveitamento absurdo de Jorge Jesus, 81% dos pontos disputados e três títulos (Libertadores/Brasileiro/Carioca), ampliou o grau de exigência dos dirigentes e torcedores. A roleta girou e parou em Domenec Torrent. Uma aposta difícil, o espanhol nem era treinador de fato. Aproveitamento na média 62%, mas uma queda de rendimento e expectativas. Nova aposta, Rogério Ceni, dois títulos (Brasileiro/Carioca), mas pesaram as críticas ao desempenho, só 59% de aproveitamento.


A pressão em Rogério Ceni foi enorme, estava no mercado Renato Gaúcho, ídolo, com trabalhos importantes em outros clubes e um agrado ao torcedor. O desempenho foi bom, 72 % de aproveitamento, mas para quem esperava num novo messias, foi traumatizante perder a Libertadores com erros e um chocolate tático do português adversário. Resolveram repetir a roleta e apostar na sorte. Chegou Paulo Sousa. Português como Jorge Jesus e Abel Ferreira. Ótimo jogador e treinador mediano.


A roleta não rendeu prêmio igual a Jorge Jesus. Paulo Sousa teve 66% de aproveitamento, mas nunca conseguiu dar padrão ao time. Acumulou as críticas de Rogério Ceni e o desempenho de Domenec Torrent. Mais um treinador que não suportou o grau de exigência pós Jorge Jesus. Para os dirigentes do Flamengo, com o elenco que possui, treinador tem que vencer. Não é tão simples assim. O elenco é ótimo para o padrão do futebol brasileiro, mas precisa de ajustes e renovação.


A aposta é Dorival Júnior. Ótimo treinador, cinco títulos estaduais, uma Copa do Brasil e uma Série B. Já passou pelo clube, não ganhou títulos, teve aproveitamento baixo (51% e 66%) e alguns atritos com o elenco. O goleiro Diego Alves, alvo do último desgaste ainda está no clube. Para dar certo, Dorival Júnior terá que fazer o Flamengo compreender que Jorge Jesus foi uma sorte imensa na roleta. Que o elenco precisa de ajustes. Não dá para contratar pelo nome, tem que ter serventia, o famoso dar liga no grupo de jogadores consagrados.


Vou torcer por Dorival Júnior. O que precisa mudar no Flamengo é o conceito. Chega de apostas altas, fazer girar roleta e esperar prêmio. É hora de colocar os pés no chão. Essa é uma temporada para rever elenco, fazer ajustes e elaborar um trabalho de recuperação em confiança e peças. A pressão por resultados vai acirrar a vontade de fazer a roleta girar mais uma vez. O vício de acertar uma premiação grande, pode destruir tudo mais uma vez.



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