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Raí, jogador nota 8, dirigente nota 3

Conselheiros do São Paulo pedem a cabeça do dirigente Raí entendendo que é culpado pelos novamente maus momentos do tricolor. Eu disse há poucos dias num comentário que considerava Raí mais culpado que o presidente Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco.

Afinal, o presidente lhe deu carta branca e ele sujou essa carta com um trabalho mal feito. Bancou um técnico juvenil para um estágio em que o São Paulo começava a tirar a cabeça da linha da água. Voltava à Libertadores e sonhava mais alto. Bancou Jardine e depois foi obrigado a rebaixa-lo novamente. Não ganhou um novo treinador de qualidade e perdeu um bom que estava progredindo na base.

Jardine volta para a Cotia de cabeça baixa e não sei quanto tempo ficará por lá. Não acredito que seja um técnico tão ruim como se viu no time profissional, mas ainda não era a hora dele. Essa tentativa de alguns clubes de buscarem a todo custo um novo “Carille” é bobagem. As coisas acontecem muito por coincidência, não são tão programadas assim.

Depois de demitir, ou rebaixar Jardine, foi obrigado a colocar o coordenador Vagner Mancini, que não tem o perfil do São Paulo, como gostam de dizer no Morumbi, como interino esquentando lugar para Cuca que está contratado, mas por motivos de saúde não pode assumir agora. Ou seja, um erro em cima de outro e não se sabe como isso vai se refletir no futuro. Tem tudo para não dar certo.

Nós da imprensa sempre reclamamos que o futebol tem que ser tocado pelo cara de futebol, mas já está mais que provado que competência com a bola no pé nem sempre se reflete na parte administrativa. Poucos conseguem pular de uma função para outra com a mesma categoria. Raí como jogador foi nota 8, extraordinário, mas como dirigente é nota 3 no máximo apesar da sua decantada passagem pela Europa onde parece que todo mundo aprende administrar futebol. Não é bem assim.

Quando Jardine foi rebaixado, eu se fosse o presidente do São Paulo demitiria também Lugano e Raí entregando uma placa pelos bons serviços prestados como jogador aos dois e ponto. Afinal, mesmo que o diretor tenha autonomia e faça as suas lambanças, a crítica sempre recairá sobre o presidente mesmo, então já que é assim que assuma de uma vez e pelo menos seja criticado pelos atos que verdadeiramente cometeu e não aqueles que terceirizou em nome das modernas administrações que andam por aí. É o que penso.

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