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QUEREMOS OUVIR O“PAPO” DOS CAMPOS


Olá amigos

A nossa paixão, O FUTEBOL, está de volta. Pena que, por causa do maldito Corona vírus, os estádios vazios e o som da torcida do mandante que é irritante vindo do alto-falante. Muito chato!

Desculpem-me os produtores, os locutores e os comentaristas das jornadas esportivas e não julguem este comentário como antiético.

A tecnologia hoje permite a captação dos sons de tudo que acontece no gramado. Microfones direcionais, outros colocados estrategicamente junto aos bancos dos reservas, outros captando os sons da área técnica e atrás dos gols. E as emissoras estão captando tudo que se fala e se grita dentro de campo.

Sem o ruído das torcidas o estádio vira uma câmara de eco.

Tudo isso e as produções não tiram proveito de mostrar aos telespectadores o que está acontecendo durante a partida no contato dos técnicos com os seus jogadores, nas confusões com a arbitragem e nas provocações entre os treinadores e seus auxiliares com os do time adversário.

Quando acontece a parada técnica para a re-hidratação dos atletas os treinadores aproveitam para instruções, os jogadores se falam, se cobram.

De suas áreas técnicas comandantes dos times dão broncas homéricas, xingam , incentivam, levam broncas dos árbitros, reclamam dos apitadores, falam com os suplentes, etc.. Quando os jogos vão para os pênaltis, os papos são importantes para definir quais irão para as cobranças, quem pedem para cobrar, quem foge dessas responsabilidades, etc..

Amigos, todo esse “manjar” fica de bandeja para ser servido aos telespectadores e se desperdiça isso para os narradores, os comentaristas emitirem as suas opiniões, ditarem as suas cátedras.

É lógico que essas participações são importantes e úteis. Mas podem ser encaixadas em outros momentos durante a transmissão.

Conversando com amigos, com torcedores, pessoal que agora só vê as partidas pela TV, são unânimes em dizer que ver e ouvir o quê as cenas estão mostrando é muito mais interessante.

Na decisão do Paulistão entre Palmeiras e Corinthians, por exemplo, nos acréscimos com os palmeirenses já comemorando o título, tudo muda e a decisão vai para os pênaltis. Nos minutos entre o final da partida e as cobranças a “muvuca” nos dois lados era intensa. Falatórios, conselhos, técnicos querendo saber quem estava disposto a bater, Patrick de Paula (ele pediu para ser o último ). Um prato cheio. A turma na cabine falando e o som do campo em segundo plano ou ignorado.

“Feeling” gente! “Simancol”! Nessa hora, som e imagem, valem muito mais para o telespectador.

Nossos narradores e comentaristas são ótimos, inteligentes, do ramo.

Mas o “campo” é o “campo”. É a prioridade da imagem e do som.

Os avanços técnicos nos permitem ver e ouvir tudo o que está acontecendo no gramado. Antes, nós repórteres que relatávamos esses fatos.

Fica a sugestão.

Um abraço.