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QUEBRA-CUCA


A terceira passagem do técnico Cuca ( Foto – Ivan Storti/SFC ) pelo Santos promete fortes emoções. Elenco reduzido, poucas opções e impossibilidade de contratações devido aos problemas financeiros e a dívidas contestadas na FIFA. Isso sem contar com pandemia, paralisação e a herança de Jesualdo Ferreira. O treinador português deixou uma ferida exposta na defesa, as bolas pelo alto.


Cuca é bom treinador. Campeão da Libertadores pelo Atlético MG, campeão brasileiro pelo Palmeiras e com títulos estaduais no Rio de Janeiro e Minas Gerais. Sua principal característica é armar bons times. Ficou famoso ao montar o São Paulo que foi campeão com outro treinador, foi inventivo no Botafogo e salvou o Fluminense numa temporada quase condenada ao rebaixamento. Experiente, ele tem algumas “invenções” ou cartas na manga como bolas alçadas na área e bolas longas para o ataque, que justificam o apelido de “Cucabol”.


Com as limitações que encontrou no Santos, terá que “quebrar a cuca” para encontrar um jeito de consertar o time. Contra o Internacional em Porto Alegre, começou com três zagueiros para evitar as bolas pelo alto, quase uma sentença de morte para o Santos. Como os laterais são fracos e sobem pouco, não foi uma formação ofensiva, foi para evitar gol pelo alto. Deu azar, um zagueiro saiu contundido e um dos gols do adversário, de cabeça com Guerrero.


A criatividade terá que ser a marca de Cuca no Santos. O meio campo, recuado, não funcionou. Marcava e não saia para o jogo. Erros de passe chamaram a atenção. Marinho e Soteldo quase não viram a cor da bola e o atacante Kaio Jorge, quando acerta, está impedido ou coloca a mão na bola. Montar um time, sem poder contratar, vai ser uma loucura. É como montar um quebra-cabeça com peças que não se encaixam com facilidade. Cuca terá muito trabalho para encontrar peças certas ou o tudo pode terminar como um verdadeiro “quebra-cuca” na temporada.