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PODERIA SER MELHOR

A seleção brasileira do técnico Tite abriu as Eliminatórias para a Copa do Mundo com uma goleada, 5 a zero, diante da Bolívia, em São Paulo. Bom resultado, se levarmos em consideração que a seleção não entrava em campo por mais de trezentos dias. Porém, se olharmos o jogo e a situação do adversário, dava para ser bem melhor. No mínimo, a seleção poderia igualar os 8 a zero das Eliminatórias para a Copa de 78, placar feito em Cali. Era jogo para marcar a história da seleção.


O único que ficou alucinado com o resultado do jogo foi a mascote inventada pela CBF. O tal Canarinho Pistola ( Foto – Divulgação ), na verdade uma cópia mal-humorada do Piu-Piu, personagem parceiro de Frajola na Warner. Ele ficou batendo um bumbo na arquibancada vazia devido à pandemia, e encheu o saco na transmissão da partida. Nada justifica a empolgação do Piu-Piu da CBF. Estádio vazio, chuva e adversário fraco.


O técnico Tite sabe muito bem, que a empolgação é exagerada. Nunca na sua longa e vencedora carreira, viu um adversário acertar só três passes em quase vinte minutos de jogo. O gandula acertou mais passe do que todo o time boliviano. A posse de bola da seleção passava de 80% no início da partida. A Bolívia optou por deixar os jogadores mais experientes em casa para o jogo contra a Argentina em La Paz. Aliás, a altitude de La Paz é a única esperança dos bolivianos para evitar o último lugar nas Eliminatórias.


Foi um jogo fora do contexto. A facilidade era tanta que qualquer resultado abaixo dos 8 a zero, das Eliminatórias para a Copa de 78. Jogo realizado em Cali, Colômbia, seria desanimador para o Piu-Piu da CBF. A preleção de Tite deveria orientar os jogadores para a chance única de entrar para a história com um placar exemplar. Uma seleção cinco vezes campeã do mundo não pode perder chance de fazer história. A Alemanha já deu um belo exemplo disso.