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Pelé, Suárez, CR7 e Bale com 3 gols no Mundial. Parece igual, mas não é

Hoje as manchetes dizem que Bale, a exemplo de CR7 e Suarez, igualou Pelé. Fazer 3 gols na semifinal no Kashima Antlers, que me perdoe o grande Zico, é mais fácil ou mais difícil do que fazer 3 gols numa final no lotado Estádio da Luz contra o Benfica, que era o melhor time europeu e base da grande Seleção Portuguesa da época?

Fazer 3 gols num jogo só não é para qualquer um, quanto mais num Mundial de Clubes. É uma marca portentosa e respeitável. Dá a impressão que se um jogador desses não estivesse em campo o seu time teria perdido. Os números são iguais, mas a qualidade do adversário é diferente..

O mesmo se aplica aos 3 gols feitos por Luís Suárez pelo Barcelona contra o chinês Guangzou Evergrande na semifinal de 2015. Também entra nessa minha avaliação os 3 gols de Cristiano Ronaldo pelo Real Madrid na final contra o mesmo Kashima Antlers, em 2016.

Pelé fez 3 gols no campo adversário naquela que tenha sido talvez uma das melhores partidas da sua vida. A Europa já o conhecia como o menino prodígio da Copa de 58, na Suécia, e viu a sua confirmação em campo, em 1962. Do outro lado jogadores históricos como Eusébio, Coluna, Santana e tantos outros. No jogo de ida, no Maracanã, o Santos venceu por 3 x 2 com dois gols de Pelé, olha ele aí outra vez, e um de Coutinho.

O Santos tinha ganhado a Libertadores em 3 grandes decisões contra o Peñarol. O Benfica tinha ganhado o bi da Liga dos Campeões derrotando nada mais nada menos que o grande Real Madrid. No ano anterior tinha derrotado o Barcelona na decisão. Portanto, dois gigantes do futebol mundial decidiram a então Copa Intercontinental, reconhecida hoje como Mundial de Clubes. Kashima, Guangzou e outros mais não podem ser comparados a esses times. Os números são iguais, mas os gols foram contra adversários bem mais qualificados. É preciso levar isso em consideração. É o que penso.

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