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  • Foto do escritorFutebol em Rede

PÂNICO NA COLINA


O Vasco é o clube que corre mais riscos entre os quatro grandões que brigam para voltar à elite do futebol brasileiro. Um dos motivos, a bagunça em relação ao futuro do clube. Zé Ricardo era o treinador até descobrir que não estava nos planos e aceitou proposta do Japão. Mauricio Souza, sem experiência e com passagem pela base do Flamengo, só suportou oito jogos. Emilio Faro, o interino que não quer ser técnico, não aguentou. Disponível, Jorginho ( Foto - @VascodaGama/DanielRamalho ) foi a solução.


A gestão do Vasco é uma grande confusão. Com o caixa no vermelho, a esperança era jogar a batata nas mãos da SAF (Sociedade Anônima do Futebol). O acordo com a 777 Partners demorou e a improvisação foi o caminho escolhido. Enquanto ninguém assume, empurramos com a barriga. Com a água subindo no pescoço, risco de ficar fora do acesso para a elite, enfim, contrataram um treinador para os últimos dez jogos da temporada.


Jorginho tem histórico como jogador e treinador no Vasco. Foi Campeão Carioca invicto em 2016, depois de cair com o clube no Brasileiro do ano anterior. Fazia bom trabalho, mas não chegou ao final da temporada que garantiu a volta do Vasco para a elite. Na segunda passagem, não foi bem e volta após comandar o Atlético GO, chegou a semifinal da Copa Sul-Americana, mas não fez bons resultados no Brasileiro.


Para garantir o acesso, vai precisar fazer 17 pontos em dez jogos (5 vitórias e 2 empates). Terá quatro jogos difíceis. Grêmio fora na estreia, Cruzeiro fora, Londrina em casa e Sport fora. Em outros quatro jogos em casa, é o favorito. O problema é fazer o time dar liga. A defesa contra com os inseguros Anderson Conceição e Quintero. Falam muito de Andrey Santos, única esperança no meio campo. No ataque, o vovô Nenê, e os instáveis Figueiredo, Raniel e Eguinaldo.


Dentro de campo a coisa será difícil. Controlar a instabilidade de fora será o maior desafio. A expectativa com o dinheiro da 777 Partners era enorme. Jorginho chega como um paliativo. Serve para o objetivo imediato, voltar a elite, mas não arranca suspiros para o futuro da parceria. Vai precisar de resultados imediatos para não correr risco. O cenário é de pânico na Colina. Não voltar para a elite será um desastre. Como tudo que envolve o Vasco nos últimos tempos, a única garantia é que nada está garantido.



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