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O VAR virou estratégia de jogo

O primeiro jogo da semifinal do Campeonato Paulista não decepcionou. Um primeiro tempo muito bom com as principais jogadas de gol dos dois lados e um segundo tempo mais pegado e sem chances claras de gol. O empate entre São Paulo e Palmeiras, sem gols, foi justo no Morumbi. O VAR entrou em cena no lance mais polêmico do clássico. Reinaldo tocou em Dudu na área, porém longe de desequilibrar ou derrubar o palmeirense que desabou. O árbitro errou ao marcar pênalti. O VAR ajudou, mas entrou numa outra polêmica, lance interpretativo, quem manda o VAR ou o árbitro? O grande problema é a simulação. Com ou sem VAR, jogadores sentem um esbarrão e desistem da jogada colocando nas mãos dos árbitros a decisão do lance. A esperteza dos treinadores acirra discussões. Tá na cara que os jogadores estão sendo aconselhados a cair quando há dúvida no lance. A ideia do VAR para esclarecer recebeu como resposta a pressão do jogo. O VAR será polêmico e fim de papo. Infelizmente vai virar uma arma dos treinadores no jogo e não uma ajuda técnica para a arbitragem. O lance duvidoso vai encobrir o resultado do jogo ou a incompetência do atleta em terminar a jogada. O empate joga a decisão para o segundo duelo entre Palmeiras e São Paulo. Jogando em casa onde nunca perdeu para o rival, o Palmeiras vai ser mais favorito ainda. Apesar da notória melhora do São Paulo, o fator campo terá um peso maior. Não considero Cuca um estrategista capaz de fazer a diferença no jogo. Pode até acontecer uma surpresa, é clássico, a responsabilidade maior está nas mãos dos Palmeiras e de Felipão. Para o Palmeiras, ser eliminado pelo São Paulo é um desastre. Para o São Paulo, cair fora na semifinal, lutando como está, será um sinal de evolução.

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