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  • Foto do escritorFutebol em Rede

O que não faltam são imbecis


Vídeos mostram torcedores argentinos do News Old Boys fazendo gestos racistas no jogo com o Santos, na Vila Belmiro, na noite de terça-feira, com vitória, merecida, do time argentino por 2 a 1.

Os vídeos mostrados, no Brasil, só mostravam as atitudes imbecis e, é bom que se diga, criminosas dos racistas.

Note-se que entre os racistas havia uma mulher que, ao lado de uma criança, imitava um macaco.

Outro torcedor mostrar a imagem de uma banana no celular para o setor do estádio tomado por torcedores do peixe.

Foi o que nós brasileiros vimos.

Na Argentina, a imprensa do país exibiu também, além das ofensas dos argentinos, vídeos em que os santistas rasgam cédulas de pesos argentinos e arremessam na direção da torcida do News Old Boys.

Com o gesto, os torcedores do Peixe queriam dizer que a moeda argentina é fraca. Ou seja, com o evidente objetivo de humilhar os argentinos, que enfrentam um momento triste, com a economia enfraquecida e com o peso valendo muito pouco.

O enfraquecimento da moeda argentina faz com que a população enfrente uma situação de penúria, com o desemprego em alta e uma infração que já ultrapassa os 100 por cento no acumulado dos últimos 12 meses.

Estes torcedores brasileiros demonstram, com o ato, uma falta de empatia, que enche de vergonha o cidadão que tem um mínimo de consideração pelo próximo.

Enfim, vivemos uma Era de imbecis.

Os daqui, que rasgam notas de pesos, por se acharem superiores aos de lá. E aos de lá, que enxergam na cor da pele dos daqui motivos suficientes para colocarem para fora a ignorância, a falta de caráter, a imbecilidade e, principalmente, o racismo que trazem deles.

O real hoje é forte em relação ao peso argentino. O que nada significa, pois o peso perdeu poder de compra em relação à inúmeras moedas do planeta.

Ou seja, brasileiro que zomba do peso argentino hoje mostra uma ignorância imensa.

E qual a novidade?

O que não faltam nos nossos tempos são imbecis.


Wladimir Miranda cobriu duas copas do mundo (90 e 98). Trabalhou nos jornais Gazeta Esportiva, Diário Popular, Jornal da Tarde, Diário do Comércio e também na Agência Estado. Iniciou no jornalismo na Rádio Gazeta. Trabalhou também na TVS, atual SBT. Escreveu dois livros,de grande aceitação no mercado editorial: O artilheiro indomável, as incríveis histórias de Serginho Chulapa e Esconderijos do futebol.

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