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O que Daniel Alves não sabe sobre o Axé da Bahia

O que Daniel Alves não sabe sobre o Axé da Bahia. Ele disse que em São Paulo o torcedor é frio, mas talvez só seja mais exigente, principalmente se pagar preços extorsivos por espetáculo ruim. Na Bahia, onde o Brasil joga nesta terça-feira, segundo ele, o Axé é diferente, vai haver mais apoio, mas nem sempre foi assim. Daniel nasceu em 1983, era criança ainda em 1989, quando os baianos “lincharam” a Seleção Brasileira na Copa América porque o terrível Sebastião Lazaroni deixou fora da lista Charles, atacante em grande fase no E.C. Bahia. Acho que foi a primeira vez que torcedores de Bahia e Vitória se uniram numa mesma causa.

A Seleção foi vaiada em todos os jogos. Eu estava lá pela Rádio Record (na foto de “O Globo” estou ao lado do grande Roberto Monteiro em entrevista do técnico pressionado). Lazaroni chegou até a pedir demissão depois de alguns tropeços e muita pressão, mas Eurico Miranda, então diretor da CBF, o bancou e ele acabou depois naufragando na Copa da Itália com o seu malfadado 3-5-2 que não funcionava. Parecia que a Seleção estava num país inimigo. A coisa só serenou quando saiu de lá para Recife, no Pernambuco, onde foi recebida de braços abertos e confirmou classificação contra o Paraguai, 2×0, gols do baiano Bebeto.

Em Salvador venceu a Venezuela, 3 x 1, empatou com o Peru e com a Colômbia, ambos 0 x 0. Os jogos na Fonte Nova nunca chegaram a 40 mil espectadores, no Arrudão, no Recife, o público foi de 76 mil. Acho que na ocasião o Axé pernambucano foi melhor, viu Daniel Alves. Depois, no Maracanã, o Brasil sagrou-se campeão vencendo a Argentina, de Maradona, 2 x 0; o Paraguai 3 x 0 e o Uruguai por 1 x 0. Os atacantes daquela Seleção eram Romário, Bebeto, Careca, Renato Gaúcho, Baltazar e Müller. Não dava para reclamar tanto da ausência de Charles que depois se perdeu pelo Mundo e não passou de uma boa promessa. Cuidado com o Axé, Daniel, nem sempre ele é a favor. Se jogar a bolinha do primeiro tempo do Morumbi contra a fraca Bolívia, nem os orixás vão segurar a onda.

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