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O mistério Coutinho no Barcelona

O futebol brasileiro anda carente de grandes ídolos. No ataque, entre mídias sociais, alguns dribles e vários tombos, destaca-se Neymar. Porém, no meio de campo, onde através de gerações produzimos talentos invejáveis, são poucas as esperanças de manter a tradição. Um jogador, candidato à ocupar o espaço, Philippe Coutinho ( Foto – barcablaugranes.com ). Ainda jovem, 26 anos, fez um boa Copa do Mundo e vinha crescendo no Liverpool. Ele mudou de patamar ao chegar ao Barcelona e sofre com irregularidade. Coutinho deixou o Vasco como esperança. Acabou indo para a Internazionale como um achado. Era uma promessa e acabou sendo emprestado para o Espanyol. Voltou, mas nunca deixou de ser promessa. A evolução aconteceu mesmo no Liverpool. Lá teve tempo para achar seu espaço no time. Foram cinco anos até virar uma realidade na equipe. Foi tão bem que voltou a ser lembrado na seleção brasileira e despertou o interesse do Barcelona. Philippe Coutinho é um meia que sabe trabalhar a bola e adora arriscar de fora da área. Um jogador que cai pelo lado esquerdo, destro, finaliza bem. Tem talento e foi o melhor do time pela seleção na Rússia,. Porém, está com dificuldades para convencer no seu clube. É difícil arrancar aplausos num time acostumado com as incríveis façanhas de Messi, o melhor jogador do planeta. Outra dificuldade, o Barcelona joga num nível alto e espera-se muito de jogadores promissores ou apontados como decisivos. A baixa pode ser entendida de várias formas. Phillipe Coutinho demora para aprumar-se, justificativa Liverpool. No Barcelona, além de concorrer com Messi na criação de jogadas, atua mais como ponta do que como meia. Tudo que faz, comparado à Messi, parece banal. Vários jogadores sentiram o golpe. Neymar preferiu ser protagonista num time médio do que ser coadjuvante de Messi. Compreensível. Como Coutinho é muito jovem, a esperança de vê-lo no patamar dos grandes jogadores, ainda existe. Porém, a maior dificuldade é assumir a condição de protagonista. Mesmo quando Messi não está em campo, ele perde a oportunidade de crescer no time. Parece sentir o peso das cobranças e andou até reagindo às críticas. Jogar mais na criação, longe de ser um ponta tipo Dembele, ajudaria o brasuca. Aproximar-se de Messi na criação seria o ideal. Ter no argentino um parceiro e trocar passes, tiraria o peso da cobrança. Para reverter o clima e deixar de ser esperança, terá que trabalhar a personalidade. Querer ser protagonista, não se deixar abalar por críticas e assumir que disputa espaço no time. Outra solução é mudar de ares. Tentar ser rei num reino menos disputado. Na Inglaterra ainda sonham com o seu futebol. Porém, o menino só vai virar homem, quando sua postura for mais audaciosa. Chegou a hora dele sair do casulo e assumir seu papel.

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