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O menino e o professor


O Palmeiras é o favorito para ficar com o título paulista diante do rival Corinthians. Chegou na decisão em melhores condições do que o adversário e fará o jogo final em casa. Sem torcida, mas no mesmo palco onde brilhou Gabriel Menino ( Foto – Divulgação ). Menino no nome e na idade, só 19 anos, mas com talento de gente grande. Foi a alma do time no duelo com a Ponte Preta, um “achado” do professor Luxemburgo.


Gabriel Menino jogou de lateral, mas é meio campo de ofício. Luxemburgo precisava de alguém que clareasse o jogo. Criasse jogadas para o ataque e fosse decisivo no último terço do campo, como Dudu que partiu para o Catar. Estava difícil encontrar a solução. Lucas Lima é irregular e some no jogo. Scarpa é mais participativo, mas previsível. Luxemburgo apostou e o menino chamado Gabriel desabrochou na posição. Menos volante, mais ofensivo e com visão de jogo.


Acertar o meio de campo do Palmeiras é o caminho. Precisava de alguém criativo para fazer o ataque entrar no jogo. Ainda falta entendimento. Rony começou a aparecer. Willian precisa calibrar a pontaria e Luiz Adriano, entender sua função de homem de área. Porém, a “descoberta” de Gabriel Menino é um alento para a equipe que perdeu seu principal jogador de articulação, Dudu. Funcionou contra a Ponte Preta e pode dar consistência ao time e encurtar o caminho para o ataque.


Esse era o grande desafio de Luxemburgo. Montar o quebra-cabeça do meio campo e fazer o jogo do Palmeiras fluir. Ele apostou nos garotos Patrick de Paula e Gabriel Menino. É inegável que o professor tem visão do jogo. Agora, é apostar nessa solução para transformar Paulistinha em Paulistão diante do rival. Ser campeão paulista será histórico para Luxemburgo. Vai passar Oswaldo Brandão como maior vencedor de títulos no clube. Vencer a primeira decisão contra o rival na nova Arena e entrar para a história como o pai do menino Gabriel.