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  • Foto do escritorFutebol em Rede

O BEM AMADO DA CBF


Ednaldo Rodrigues ( Foto – CBF ) foi eleito presidente da CBF para substituir Rogério Caboclo após uma sequência de escândalos. Ex-presidente da Federação Baiana de Futebol, o dirigente tem a missão de salvar a arranhada imagem da CBF. Apoiador da Copa do Nordeste, do futebol feminino e com fama de bom papo. Essa a fórmula mágica que levou Ednaldo ao poder. Começou a novela.


A CBF tem certas semelhanças com a adorável Sucupira, cidade litorânea da Bahia, terra de Ednaldo, cenário da novela O BEM AMADO da TV Globo na década de setenta. Como Sucupira, a CBF é bela, atrativa e comandada por coronéis. Ao assumir a CBF, Ednaldo tinha a obrigação de encontrar um substituto para Tite no comando da seleção. Na hora lembrei do sensacional Paulo Grancindo (Foto – Famosos que partiram) , como prefeito de Sucupira, o coronel Odorico Paraguaçu. A ideia do prefeito era inaugurar o cemitério da cidade, obra de campanha, mas ninguém morria.


Ednaldo procura um “morto” para o cargo de técnico da seleção brasileira, uma espécie de cemitério de treinadores. Desesperado já anunciou interesse num defunto internacional. Quer um defunto chique e lá se foram os nomes de candidatos: Guardiola, Luis Henrique, Mourinho e a bola da vez Carlo Ancelotti. Porém, ninguém “morre” para ocupar o cargo. A cada semana prepara a lápide anunciando o defunto, mas nada do morto aparecer.


Tá demorando tanto que a seleção vai fazer o primeiro amistoso pós Copa do Mundo e nada de treinador. Ramon Menezes, interinamente, ocupará o cargo no amistoso contra Marrocos. Me lembra o fantástico Emiliano Queiroz no papel de Dirceu Borboleta na novela. Ele cuidará da seleção enquanto o cemitério não é inaugurado com a pompa imaginada pelo Coronel Odorico Paraguaçu.


É bom lembrar que na novela, o prefeito chega a contratar Zeca Diabo, personagem histórico de Lima Duarte, para providenciar o defunto. Ainda não sei quem é o matador do Edvaldo, mas como diria Fiori Gigliotti, o tempo passa torcida brasileira e até agora, nada de defunto para inaugurar o cemitério. Lá vai o Ednaldo para a Europa. Lá vem o Ednaldo da Europa e nada de ocupar o cargo de treinador da seleção brasileira.


A analogia com a novela é válida. A busca do treinador da seleção brasileira parece mesmo um folhetim. Ednaldo, ou melhor, o Coronel Odorico não consegue um defunto para inaugurar o cemitério e o enredo anda engraçado. Só falta Ednaldo mandar fechar a TRIBUNA do seu Neco (IMPRENSA) por criticar a falta de defunto e a necessidade do cemitério. É a vida imitando a arte.

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