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NINGUÉM REAGE


O Corinthians continua sem evolução no Brasileiro. Empatou com o Bragantino, acumula três jogos sem vencer e sem balançar as redes adversárias. Dois pontos separam o time da zona de rebaixamento. Até a eleição no final de novembro, terá dez jogos pela frente. Andres Sanchez ( Foto – Divulgação ) tirou Coelho da cartola, contratou Otero e Cazares e nada mudou. A solução caseira não deu certo e o tempo corre contra o Corinthians. É preciso reação antes que seja tarde.


O simpático Coelho chegou com sorrisos e já mudou o semblante. Ele não é bobo, nem fica incomodado com a pressão por um treinador experiente e já notou que a amizade e o discurso de motivação, não vai levar a nada. Após o empate com o Bragantino usou desculpas táticas para apagar o incêndio. Abrir corredor para volantes, puxar lateral para o meio, soluções testadas em treino, nada disso esconde a realidade. O time não rende, ficou frágil na defesa e o meio de campo não tem sequer formação titular.


Quem sofre mais no time é Jô. Está cumprindo isolamento social no ataque, a bola não chega. Até o reserva Boselli nem reclama mais para ser titular. Contra o Bragantino, nem a bola parada de Otero pode ser usada. A bola não chega no ataque nem para cavar faltas. Mexe aqui, muda jogador, até tenta sangue novo com garotos e a coisa não anda. Parece que o Corinthians adotou o estilo Luan, joga com o nome. As lideranças do time Cássio, Fagner e Gil, não conseguem fazer o time reagir em campo.


O Corinthians precisa de alguém para arrumar a bagunça e tirar o time da apatia implementada por Tiago Nunes. Coelho não é a solução e esperar o resultado das urnas para fazer alguma coisa é um risco alto. Andres Sanchez será presidente até o final do ano, seja quem for o eleito. Da eleição à posse serão mais trinta dias. A bola rola no Brasileiro e não vai esperar alguém se coçar para evitar um desastre. O Corinthians começa a sonhar com milagre e o primeiro deles é acertar na contratação de um técnico. A ação entre amigos no comando do time pode levar ao fracasso se ninguém reagir.