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NAS CORDAS E SEM REAÇÃO


A derrota do Grêmio para a Universidad Católica. 2 a zero, no Chile, deixou sinais evidentes de que a corda começa a envolver, quem diria, o pescoço de Renato Portaluppi ( Foto – Divulgação ). É verdade que o time está cheio de problemas. Entrou em campo sem sete lesionados e dois suspensos. Porém, a falta de reação no jogo, a contusão de Geromel e a expulsão de David Braz indicam tempos sombrios para o “imortal gaúcho”.


Durante o jogo todo o Grêmio sequer deu trabalho ao goleiro chileno. Não conseguiu criar quase nada. Teve falhas bisonhas na defesa. Errou passes em todos os setores de campo. O ataque fez figuração. O segundo gol chileno foi humilhante. Falha da zaga, Pinares deu chapéu no goleiro Vanderlei e completou de cabeça para o gol vazio. Renato apelou para a juventude com a derrota evidente. David Braz tinha amarelo e seria expulso a qualquer momento. Expulsão mais esperada do que ovo de chocolate na Páscoa.


Renato Portaluppi ficou entregue no banco de reservas. Ele sabe que vai ter dias difíceis. Joga contra o Palmeiras pelo Brasileiro e depois terá o Grenal da Libertadores, o Grenal mais decisivos dos últimos tempos. Até um empate pode complicar a situação dentro do grupo na Libertadores. A fase é tão ruim que o dispensado Thiago Neves faz ironias nas redes sociais. Cobranças atingem comissão técnica, jogadores e diretoria. O Grêmio está nas cordas e precisa fazer alguma coisa.


O estilo de jogo com troca de passes no meio campo sente falta de um definidor faz tempo. Já passaram vários jogadores no setor e ninguém consegue vingar. Com o tempo a posse de bola virou mania. Jogador penteando bola, valorizando um toque a mais e dando uma lentidão excessiva ao time. As armas ofensivas saíram. Cebolinha foi negociado, a reposição foi fraca e incapaz de dar sangue novo ao estilo Renato Portaluppi de jogar.


É o pior momento do ídolo treinador do Grêmio. A sequência de jogos não permite erros. Renato Portaluppi está pressionado. Terá que provar ser o técnico diferenciado e fazer o time reagir em campo ou vai cair na lei antiga que trabalho prolongado, mesmo que renda bons frutos, apodrece com o tempo e precisa ser trocado. Sair do Grêmio em baixa será um balde de água fria no sonho de postulante ao cargo de treinador na seleção brasileira.