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Não chores por mim


Não chores por mim. Esse deveria ser o recado do argentino Jorge Sampaoli ( Foto – Ivan Storti/SFC ) ao torcedor santista após a previsível saída do clube. É verdade que seu trabalho foi bem feito. Com o elenco que o Santos teve em 2019, ser vice-campeão brasileiro e encerrar a temporada com goleada diante do Flamengo, foi um milagre digno de ser lembrado. Porém, um raio não cai duas vezes no mesmo lugar.


O trabalho de Sampaoli no Santos, só perde para o que ele fez no Universidad de Chile e na seleção chilena. Superou o que fez na seleção argentina e no Sevilla. Foi simpático na cidade de Santos e até ganhou fãs entre os garotos que rondam o CT santista. Para o torcedor, ficará a lembrança de que chegou longe com o time. E a imagem de abandono do barco, assim que atracou no porto.


O Santos precisou de Sampaoli e Sampaoli precisou do Santos. O treinador nunca foi fácil de lidar. Tem certa razão em sonhar alto, quer títulos e investimento. O Santos queria gratidão e trabalho. O casamento acabou e a possibilidade de pular a cerca para um rival brasileiro, incomoda. Por mais que Sampaoli tenha sido simpático e eficiente, ele não cria vínculos ou laços duradouros em nenhum lugar.


Sampaoli não entrou para a história do clube com títulos. Tem o direito de procurar novos ares. Talvez se arrependa. Vida que segue. O torcedor precisa entender que o Santos é maior do que Sampaoli. A passagem do argentino pela Vila Belmiro deve terminar em cobranças na Justiça. Ele foi só um parágrafo no livro que contará a história do clube. Nada além disso. Merece um rápido agradecimento por parte da torcida e fim de papo.