• Futebol em Rede

MUNDIAL DE 2 EM 2 ANOS: “SÓ É BOM” PARA A FIFA

Olá amigos.


O presidente da FIFA, o italiano Gianni Infantino, segue confirmando que em 2026 será o último Mundial da série de disputas a cada 4 anos e será o primeiro com a participação de 48 seleções. Será disputado (promovido) por 3 países: México, Estados Unidos e Canadá.

Até aí, tudo bem.

Confirma também que a idéia da FIFA (dele) é que as Copas do Mundo sejam disputadas de 2 em 2 anos. Qatar, que promoverá o Mundial de 2022 em dezembro, em razão das altas temperaturas do Verão no mês de junho, conforme a tradição da competição, apoia e até sugeriu com outros países Árabes essa mudança.

Os olhos de Infantino brilham quando defende essa tese. Será mais grana entrando nos cofres da FIFA, por consequência mais ganhos pessoais para os salários e penduricalhos pagos ao presidente e membros do Conselho e funcionários graduados.

O excelente e brilhante repórter Marcel Rizzo, colunista do UOL e da Folha de São Paulo, abordando esses ganhos em suas colunas, informou que o salário anual do Presidente da FIFA neste ano é de US$ 1,95 milhão– quase R$ 11 milhões, além de penduricalhos de mais cerca de R$ 1 milhão de bonificações. Membros do Conselho remuneração anual em torno de US$ 300 mil. Funcionários graduados recebem valores em torno de US$ 100 mil a 120 mil.

Nas justificativas, Infantino alega que com a Pandemia a FIFA, como em geral Confederações, Federações e Clubes tiveram terríveis prejuízos.

Se isso acontecer, Mundiais de 2 em 2 anos, só será bom, ótimo, para a FIFA e essa “turminha” privilegiada.

Para o futebol em geral será um desastre.

Confederações e Federações continentais poderão ganhar mais com os Mundiais e as Eliminatórias. É claro que não deixarão de realizar as suas competições de Seleções e de Clubes.

As Confederações e/ou Federações nacionais terão menos tempo para os seus campeonatos nacionais, estaduais, copas, torneios, etc.

Mas os Clubes, “célula mater”, viverão de que e do quê?

Dos seus estaduais? Estaduais quase sempre deficitários para eles, clubes, com raras exceções? Terão recursos para investimentos em contratações, equipes de base, futebol feminino, funcionários, etc?

Está na cara que será um desastre total.

A Pandemia, com raríssimas exceções, dizimou finanças e recursos de quase todos eles.

A ausência de público nos estádios aumentou ainda mais a “pindaíba” de todos. Palmeiras é uma rara exceção graças à “Titia” Leila Pereira, que comanda a Crefisa e a FAM, patrocina o clube da qual será a Presidente a partir do final deste mês, eleita para o cargo como candidata única na eleição. Alguns raros clubes bem administrados se salvaram, com os pés no chão, e conseguem esse milagre. Outros sobreviveram e sobrevivem graças à paixão (ou loucura?) de endinheirados que colocam os seus “ricos dinheirinhos” tampando buracos e investindo em contratações com garantias (garantias?) de que serão ressarcidos. Alguns através de direitos sobre as vendas de atletas ou ficando com os direitos federativos dos mesmos. Nesses casos, invariavelmente, brigas jurídicas intermináveis nas Justiças Desportivas e na Justiça Comum.

SEM DÚVIDA É UMA TRAGÉDIA ANUNCIADA.

Que os Deuses da Bola ajudem a todos os Clubes.

Um abraço.

Lucas Neto