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Modric, um melhor do mundo tampão

A FIFA deu o prêmio de melhor jogador do mundo em 2018 para o croata Luka Modric, 33 anos. Não chega a ser uma zebra, mas frustra a ideia de um fora de série sendo coroado a cada temporada. O croata teve méritos. Fez um boa Copa do Mundo, foi vice-campeão, ganhou a liga dos Campeões da Europa, mas foi um coadjuvante de luxo para o protagonismo de Cristiano Ronaldo no Real Madrid. Fica a impressão que a eleição do croata só tem como justificativa os resultados acumulados e o peso da Copa do Mundo.

Foi uma solução para interromper a sequencia de Cristiano Ronaldo e Messi. Parece que não faz mais sentido para o mundo do futebol reverenciar esses dois foras de série. É preciso um sucessor, uma novidade. O problema é que Modric, ótimo jogador, não é protagonista. Conquistou títulos como sombra de Cristiano Ronaldo e foi o melhor jogador da Croácia na Copa, aliás, vice-campeão. Numa comparação com Cristiano Ronaldo, perde de goleada. Se a comparação for com a seleção campeã do mundo, na França, sobra talento para Griezmann ( ganhou a Copa e a Liga da Europa na temporada ) e Mbappe, o mais promissor jogador revelado na última Copa do Mundo.

Modric tem talento, mas falta-lhe protagonismo, luz capaz de incendiar uma decisão. Com seus 33 anos, vai passar a carregar o peso do protagonismo no Real Madrid numa temporada de baixa. Até o mais otimista madridista não aposta no brilho do atual elenco. Sinal evidente que a estrela de Modric deve se apagar ao longo do percurso. Foi eleito melhor do mundo, eu daria a ele o título tampão, até que alguém brilhe com o protagonismo dos foras de série como Messi, Cristiano Ronaldo e etc.