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Modernizar os estaduais



Modernizar os Estaduais pode e deve ser o caminho para ajudar a reerguer o futebol após a pandemia. Sem oportunismo e demagogia. É quase uma utopia. O futebol nos estados está minguando. Virou um torneio de abertura de temporada. Poderia e deveria ser melhor. Dar condições para equipes menores para sobreviver. Dar trabalho para atletas e tempo para executar. Tudo é viável, se a arrogância e o oportunismo derem espaço para a sensatez.


Não precisa destruir o Estadual. Basta modernizar, torná-lo mais amplo e viável para quem realmente precisa da competição. Torná-lo interessante para aqueles que a prioridade é a competição nacional e internacional. Dou como exemplo o futebol de São Paulo. Três divisões com dezesseis equipes em cada. Uma quarta divisão que sequer começou. Tudo amassado em três meses de disputa e o resto do ano desperdiçado. Dá para fazer melhor e ser mais atrativo.


Uma sugestão em São Paulo que poderia servir de espelho para o resto dos estaduais. São dez as equipes que disputam as competições nacionais. Sobram seis na elite de São Paulo que vivem por aparelhos faz tempo. Separa as dez para a divisão de elite da próxima temporada. Faz todas as demais participarem de um campeonato até o final da temporada regular. Os seis melhores sobem para a divisão principal. Serão 68 equipes, muitas tradicionais, com um calendário decente. Todas com possibilidade de acesso para a elite.


Enquanto a divisão de elite estiver em andamento. As 62 equipes podem disputar torneios regionais dentro do estado, temporada curta, com rivalidades locais e interesse dos torcedores. Tudo como preparação para a temporada regular que indica seis equipes para a elite na próxima temporada. Noutros estados os números são menores e até mais fáceis de trabalhar. Fica até mais justo para classificação de torneios nacionais. Tudo simples e competitivo. Trabalho e calendário para todos.


Essa base pode ser pensada para evitar custos que a inviabilizem. Pode ser regionalizada com grupos ou fórmula de classificação para uma fase final em sede fixa. Temperos para aumentar a visibilidade ou rivalidade entre cidades do interior, sempre esquecidas pelo circo do futebol no estado. Dá para mudar com competência e bons princípios. O futebol do estado agradeceria e muito.