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  • Foto do escritorFutebol em Rede

Minha aventura no País de Gales

É agradável ver o País de Gales de volta à Copa do Mundo depois de 64 anos, mas por tudo o que vem acontecendo por conta da invasão russa eu torci pela Ucrânia. Não deu, Gareth Bale, quase de saída do Real Madrid, vai ao Qatar. A última Copa dos galeses foi há 64 anos, em 1958, eliminada pelo Brasil por 1x0, o primeiro gol de Pelé numa Copa. Eu nunca vi essa Seleção em Copa. Nasci em dezembro de 1957. Tenho 64 anos. Entrou para a história mais por ter tomado um gol do novo gênio que nascia para o Futebol do que pelas suas qualidades.



Logo após a Copa de 90, o Brasil fez um amistoso, em Cardiff, contra o País de Gales. O técnico tampão após Lazaronni era Ernesto Paulo. Foi um catadão com alguns jogadores consagrados. Entre eles estava Careca, então ainda no Napoli, dando show com Maradona. Nilson Cesar e eu transmitimos esse jogo na Jovem Pan. Lembro que ele já estava na Europa por causa da Fórmula 1 e fui ao seu encontro. Desembarquei em Heathrow, mas a minha mala, não. Extraviou, sumiu, ninguém viu. Já que nada se sabia deixei todos os contatos e hotel onde ia ficar, em Cardiff, e segui viagem.



No dia seguinte a mala foi deixada na porta do meu quarto. Ela foi dar uma volta, em Zurique. Havia um pedido de desculpas da British Airways. Na volta quando me preparava para retornar à Londres, encontro Careca, no saguão, esperando um táxi para também voltar à capital inglesa. Fui de carona. Mas houve uma condição. Teria que trazer uma camisa que tinha usado num jogo do Napoli para o seu amigo Marco Aurélio Cunha. Sem problema. Só que acabou o jogo e ele enfiou a camisa suada num saco plástico, botou na mala, foi para Cardiff e depois de dias me entregou. Botei na mala e vim embora.



Quando cheguei em casa parecia que tinha trazido um Gambá na mala. Imaginem como estava aquilo. Minha mulher queria lavar a camisa para entregar ao Marco Aurélio. Eu disse, vai nada, é suor de amigo, ele também tem que aguentar. O doutor adorou o presente, mas não esqueceu do cheiro. Isso é o que tenho pra contar da minha “aventura” no País de Gales. Que seja bem-vindo de volta. Mas não vai ficar muito tempo no Qatar. Um Bale só não faz Verão, ou melhor, Copa.




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