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Mbappe e Lionel Messi já estão fazendo falta


Épica! Melhor final da história! Melhor jogo de futebol de todos os tempos! Estes foram alguns dos adjetivos e frases que ouvimos de nas últimas horas, referindo-se, claro, à final da Copa do Catar, entre Argentina e França.

Foi mesmo uma partida sensacional.

De tirar o fôlego.

Lionel Messi, Mbappe, Di Maria, o goleiro Emiliano Martínez, mesmo que este último tenha sido tão sem educação e sem noção do que é certo ou errado ao fazer um gesto obsceno quando recebeu a premiação de melhor goleiro da competição, brilharam como protagonistas.

Para quem não viu, Martínez, herói argentino na cobrança dos pênaltis, colocou as luvas que ganhou pela grande atuação, e as colocou na frente de seus órgãos genitais, como se as luvas fossem a extensão de seu pênis.

Ridículo.

Bem, voltemos à final.

Foi mesmo uma final épica.

Sim, talvez tenha sido a melhor da história.

Pode ser.

Mas afirmar que foi o melhor jogo de futebol de todos os tempos é, sem dúvida, um grande exagero.

Prefiro me ater às lições que a competição deixou para todos nós que gostamos de futebol.

E digo, sem medo de estar cometendo um exagero histórico.

Dirigentes, treinadores e os jogadores do futebol brasileiro terão de nos oferecer, no mínimo, um futebol do mesmo nível do que vimos nestes últimos trinta dias.

Não foram 64 grandes espetáculos.

Pelo contrário, no decorrer do torneio tivemos jogos sem brilho.

Mas foi uma copa de muitos gols.

Foram marcados 172 gols, a maior marca da história das copas, superando as competições de 1998 e 2014, quando foram anotados 171 gols cada.

Foi uma copa em que o ímpeto ofensivo prevaleceu na maioria das partidas. E este aspecto ficou bem claro na partida decisiva.

Trazendo o assunto para o futebol doméstico, teremos logo no início do ano os campeonatos estaduais.

Que, aliás, já deveriam ter sido defenestrados definitivamente do nosso calendário.

Mas não serão, pois sabemos que os cartolas da CBF dependem dos votos das federações estaduais para se manterem ou chegar ao poder.

E os campeonatos estaduais pertencem às federações, que não admitem perder o dinheiro que ganham das emissoras de televisão que compram os direitos de transmissão.

Portanto, será mais um ano em que teremos de aguentar os modorrentos jogos dos estaduais.

Que só ganham um pouco de emoção em suas etapas decisivas.

Assistir a jogos modorrentos nos estaduais, que nada acrescentam para a decisão da competição, é desalentador para quem acaba de ver uma copa jogada para a frente, com protagonistas talentosos e capazes de desequilibrar.

Mbappe e Lionel Messi farão muita falta.

Aliás, já estão fazendo.

Wladimir Miranda cobriu duas copas do mundo (90 e 98). Trabalhou nos jornais Gazeta Esportiva, Diário Popular, Jornal da Tarde, Diário do Comércio e também na Agência Estado. Iniciou no jornalismo na Rádio Gazeta. Trabalhou também na TVS, atual SBT. Escreveu dois livros,de grande aceitação no mercado editorial: O artilheiro indomável, as incríveis histórias de Serginho Chulapa e Esconderijos do futebol.

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