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Liga Nacional de Taekwondo repudia trabalho da CBTKD


Um rendimento abaixo do esperado nos Jogos Olímpicos de Tóquio, escancara a má gestão do atual presidente Alberto Maciel Junior, que falhou vergonhosamente no planejamento e tem derrapado constantemente à frente do comando administrativo da Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTKD). Essa participação olímpica pífia foi o estopim para que a Liga Nacional de Taekwondo (LIGA) decidisse questionar quais os benefícios dos filiados aos estarem ligados a uma entidade que só visa a politicagem e muito discurso. Que na prática se mostra gritantemente ineficiente.

“Não estamos de acordo com o que a Confederação Brasileira vem fazendo, ou seja, da forma como tem administrado e conduzido a modalidade, mesmo com tantos recursos e o apoio do Comitê Olímpico do Brasil (COB). Os fracos resultados nos Jogos Olímpicos de Tóquio são decorrentes dessa má gestão e da total falta de planejamento do presidente e de sua diretoria. Deixo claro que os atletas são os menos culpados, já que temos um excelente material humano, mas que precisa ser apoiado e trabalhado”, explicou Nilton José dos Santos, presidente da Liga Nacional.

“Não queremos ser coniventes e não nos identificamos com essa gestão, que não tem feito um bom trabalho, especialmente no que concerne ao Taekwondo de base, coisa que buscamos realizar sempre com muito empenho e seriedade. Prova disso, é Maicon de Andrade, medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro (2016). Ele foi formado graças ao trabalho que a Liga Nacional executou e continua executando em diversos estados brasileiros, mesmo sem qualquer suporte ou apoio da Confederação Brasileira”, acrescentou Nilton.

Como todo esse cenário desfavorável, a Liga Nacional faz questionamentos importantes e oportunos a CBTD: falta de transparência e critérios voltados à massificação do Taekwondo nacional, quem é o grande responsável pela decadência olímpica do TKD brasileiro? As federações que não cumprem com o seu papel, a Confederação corrompida pela ganância inescrupulosa dos seus dirigentes ou a instituição que alimenta tudo isso, através dos recursos públicos vindos do COB e parceiros?

“Respondam essas colocações”, indagou Nilton.

A Liga Nacional de Taekwondo (LIGA) hoje tem um trabalho muito mais atuante que a CBTKD, por isso, a sua representatividade é maior no território nacional. “Temos muito mais credenciamentos de faixas pretas na conceituada Kukkiwon (World Taekwondo Headquarters), na Coréia, que certifica os atletas. Por isso, formamos muito mais faixas pretas, realizando cursos de capacitação constantes e apoiando inúmeros projetos sociais. Além de termos representatividade em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal”, relembrou Nilton.

Por todos esses motivos, a Liga Nacional seguirá em frente sem depender de qualquer ajuda da Confederação, como tem feito há anos. “Vamos seguir fazendo tudo o que vínhamos executando, já que a CBTKD nunca nos apoiou. Na verdade, sempre atuou perseguindo nossa entidade, tentando impedir que trabalhássemos de forma autônoma como as suas demais filiadas. Nosso objetivo é ver o Taekwondo brasileiro crescendo. Para isso, seguiremos em busca de talentos, preparando e formando cada vez mais novos atletas. Desse trabalho de massificação do esporte, com olhos voltados e apurados na base, é que sairão os nossos campeões do amanhã”, finalizou Nilton José dos Santos.