• Futebol em Rede

João Filipe Fernandes embarca para iniciar um novo estágio em sua carreira


O armador João Filipe Fernandes, de 17 anos (07 de dezembro de 2003) e 1m95, embarca neste domingo (18 de julho), para se apresentar a Cathedral High School, em Los Angeles, Califórnia, Estados Unidos, que é treinada pelo técnico William Middlebrooks. O jovem fez bons treinos quando visitou algumas high schools norte-americanas e teve opção de escolher aonde atuar no prosseguimento da sua carreira.

“A Cathedral High School foi a que mais me interessou e que consegui vislumbrar um futuro muito bom, tanto nos estudos, como no basquete. Foi uma coisa muito rápida, mas já estou estudando na Cathedral desde agosto de 2020, só que pela pandemia, ainda não consegui comparecer pessoalmente para jogar o campeonato e estudar presencialmente. Fiquei no EAD (Ensino à Distância) por um bom tempo, mas agora, nesse período de férias, tudo aconteceu num piscar de olhos”, explicou João.

“Consegui tirar o meu visto de estudante e na mesma semana comprei a passagem para embarcar e, digamos assim, começar de verdade a minha história na Cathedral High School”, acrescentou.

Filho do ex-jogador Rogerio Fernandes, que atuou em equipes importantes do cenário nacional e também jogou e estudou nos Estados Unidos (Universidade de Houston), a carreira de João Filipe Fernandes começou cedo, aos dez anos de idade, jogando pela Hípica de Campinas, permanecendo nesta equipe até a categoria sub-13. Em seguida, se transferiu para o Regatas, na mesma cidade, buscando novos desafios e uma maior visibilidade.

“Foram dois anos que consegui me desenvolver muito, tanto como pessoa, mas principalmente como atleta. Comecei a enxergar o que queria e o que, realmente, gostaria de ser no futuro, que é mesmo me tornar um jogador de basquete”, relatou.

Depois, Fernandes se transferiu para o Campinas BC/Tênis Clube de Campinas, mas por conta dos desdobramentos da pandemia acabou não conseguindo uma sequência de jogos. “Foi complicado, pois em 2019 e 2020 as coisas não fluíram na questão de treinos e jogos em grupo, devido às restrições. Por isso, acabei trabalhando sozinho, com auxílio do técnico Renan Custódio”, relatou.

Com essa oportunidade de atuar no cenário internacional, João Filipe tem objetivos definidos para o futuro. “Quero ‘virar’ jogador e conseguir me sustentar e também sustentar a minha família, usando o basquete sempre favoravelmente. Tentar depois dos meus anos de high school, o college e a universidade. Posteriormente, penso em seguir para Europa ou, quem sabe, chegar a NBA (liga profissional norte-americana), um sonho que todo garoto já teve um dia”, explicou João, que é um a armador bem alto, que tem como característica o controle positivo do grupo, antevisão das jogadas e das ações dos companheiros, além de ser eficiente nas infiltrações.

Com relação ás diferenças entre Brasil e Estados Unidos, João Filipe está ciente que existem algumas marcantes. “A diferença mais difícil que terei que enfrentar é o estilo de jogo norte-americano. Sempre gostei muito do estilo europeu ou argentino, que é muito relacionado ao time, com todos passando a bola e jogando juntos. Estou ciente, no entanto, que no high school essa forma de atuar é um pouco quebrada, sendo um jogo mais individualizado. Mas, uma coisa que fui aprendendo nesse período de pandemia é que meu técnico felizmente gosta de jogo mais coletivo, com bastante movimentação de bola”, comentou o armador.

Fora de quadra, segundo João, a aclimatação tende a ser rápida. “Creio que a minha adaptação será bem tranquila, já que tenho falado com alguns colegas de equipe pelas redes sociais e com meu técnico, por isso, acredito que não terei maiores dificuldades. O inglês não me assusta e já conheço o pessoal. Assim como os professores, pois mantenho contato constante com eles também”, explicou.

Com o planejamento de carreira traçado, João quer seguir o exemplo do seu pai, Rogério Fernandes, que além da feliz passagem pelos Estados Unidos, jogou nove anos na Europa (Alemanha, Itália e Portugal), para manter o quadro evolutivo na carreira. “Meu pai foi sempre um exemplo, meu herói e quem eu sempre visei me espelhar. O fato dele ter jogado nos Estados Unidos e ter construído uma carreira sólida por lá, só me beneficia. Ele teve muitas experiências lá, por isso, sempre me alerta, ajuda e me prepara para enfrentar as dificuldades e adversidades que terei pela frente”, finalizou João Filipe Fernandes, que é nascido em Mogi das Cruzes (SP).