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IMITARMOS O BAYERN


Olá, amigos

‌Voltarei a um assunto que já abordei em uma das colunas anteriores. O futebol brasileiro, faz tempo, não é mais o melhor do mundo; jogador brasileiro joga muito menos do que pensa que joga; e nossos treinadores precisam se reciclar.

Bayern, contra o Barcelona, ganhou por 8 a 2 e foi pouco. Uma dúzia a dois teria sido normal. Nós temos que imitar o time alemão e jogar para frente: se fizer um gol, tem que querer fazer dois; se fizer dois, fazer três. Sempre querendo mais gols. Isso até é respeito ao adversário. O futebol brasileiro da Era Pelé tem até hoje o DNA do futebol pra frente e com muitos gols, e isso vem dos tempos em que o time excursionava e era uma verdadeira máquina de fazer gols, até mesmo antes do Pelé. Depois, com ele, virou covardia.

Sabem por que o Santos era assim? Porque os empresários normalmente saíam com o time para excursionar apenas com dois jogos marcados. Os demais eram conseguidos pelos resultados que o time estava obtendo no giro. Os empresários davam aos jogadores 50 dólares por gol marcado e depois, 100 dólares. Assim, o Santos criou esse DNA.

Nosso time do Tri em 1970 jogava desse jeito. Pep Guardiola, então técnico do Barcelona quando venceu o Santos na final do Mundial de 2011, por 4 a 0, perguntado por um repórter qual o segredo, respondeu: "Meu pai e meu avô me contavam como jogava o Brasil".

Hoje, nossos times, com nossos técnicos, fazem um gol, recuam e passam a jogar no contra-ataque. Então, 2 a 0 é goleada para eles. Infelizmente, estamos nessa mesmice. Muitos torcem o nariz quando se enaltece o que o Mister fez no Flamengo e o que Sampaoli está fazendo agora no Atlético-MG.

O Bayern é o melhor exemplo de como se deve jogar futebol. Por isso, vamos imitá-lo. Finalizando, dou uma sugestão para os nossos técnicos: todos os dias obrigar os jogadores a assistirem o VT de Barcelona 2 x 8 Bayern.

Um abraço,