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Futebol no cabo de guerra


Futebol no cabo de guerra pelos direitos de televisão. A modalidade esportiva que virou sensação na pandemia. Sem bola rolando, não entra dinheiro nos clubes e federações. A cada dia quer passa o caos se aproxima. Não há previsão de normalidade e as contas continuam aumentando. Os patrocinadores deixaram de pagar porque não houve contrapartida em exposição. Algo precisa ser feito e a lógica dos cartolas é prioridade ao dinheiro, o resto não tem pressa.


Para fazer entrar dinheiro no caixa, vale tudo. Até reuniões por videoconferência. O discurso precisa ser alinhado para dar certo. Clubes e federações querem receber pelas competições paralisadas pela epidemia. Televisão e patrocinadores não querem pagar. Puxa de lá, puxa de cá e a solução é mesmo puxar. Um cabo de guerra entre o futebol e quem alimenta o esporte com dinheiro.


O discurso ensaiado é fazer prevalecer as disputas dentro de campo. Assim, a conta será paga por quem comprou espaço e o serviço. Danem-se os jogadores. Para isso emitimos um protocolo com as normas de alguns médicos. Dane-se a torcida. Eles podem assistir aos jogos no aconchego de seus lares e ainda ficamos com cara de bonzinhos. Dá até para vender placa de publicidade, fique em casa.....empresa X está ao seu lado !!!!!!!


O importante é garantir dinheiro em caixa. A solução dos cartolas é voltar com o futebol e garantir o fluxo de caixa. Essa a prioridade. Não interessa que times de menos porte perderam jogadores com o final de contratos. Não importa que foi quebrado o espírito da disputa. O show tem que continuar. Assim pensam as Federações Estaduais, a CBF, a Conmebol, as Ligas Europeias, Uefa e até a FIFA. É preciso garantir o circo. O cabo de guerra com quem paga a conta começou.