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FRUSTRAÇÃO NA DECISÃO

O Palmeiras teve méritos e conquistou pela segunda vez a Taça Libertadores da América. Será o representante brasileiro no Mundial de Clubes no Catar e até terá a minha torcida. No entanto, o Maracanã merecia uma final paulista entre Palmeiras e Santos, pelo menos com emoção. O jogo foi chato, brigado, sem o talento esperado pela Academia e sem a ousadia dos Meninos da Vila. Para o carioca, foi um verdadeiro Carnaval de paulista, apesar da evolução, muito abaixo do luxo e esplendor da folia no Rio de Janeiro.

Dentro das quatro linhas um jogo vazio, igual ao vazio das arquibancadas do estádio em função da pandemia. Por mais alegorias que pusessem, faltou alma de decisão no Maracanã. Na prática, o Palmeiras campeão, só acertou no alvo o lance do gol. O Santos teve dois acertos no alvo. O jogo foi arrastado e faltoso e a maior polêmica foi a expulsão do técnico Cuca do Santos, numa bizarra tentativa de atrasar a reposição de bola num lateral. O árbitro argentino esticou o jogo e recriou a morte súbita. Nem os argentinos aguentariam mais meia hora de jogo.

Repito, a pouca ofensividade do jogo não tira os méritos do Palmeiras. Uma ótima campanha, não foi campeão invicto porque foi amassado pelo River Plate dentro de casa, e com uma sorte divina nos sorteios e no chaveamento até a semifinal. Pouco importa, o Palmeiras pode não ter empolgado na final, mas terá o jogo em Bueno Aires contra o River Plate para ilustrar a conquista. Ao Santos ficará o reconhecimento pelo esforço e pela superação nas dificuldades administrativas do clube.


O desfecho do jogo coloca na prateleira de heróis do Palmeiras uma zebra. Sempre acontece isso em grandes decisões. O gol do título não foi de Luiz Adriano, o artilheiro. Muito menos de Raphael Veiga, o mais técnico. Nada de William Bigode, Gustavo Gomes, Rony ou os garotos da base tão importantes ao longo da temporada. Quem brilhou foi o reserva Breno Lopes (Foto/Crédito - @Palmeiras ). Um atacante de 25 anos que começou a temporada na série B e termina o ano como herói da Libertadores.

Confesso que esperava muito mais de Palmeiras e Santos no Maracanã. Os dois times podem apresentar muito mais do que desfilaram na decisão. A alegria da conquista para os palmeirenses ou a desilusão dos santistas com o resultado foi o que restou de um jogo que prometia mais do que exibiu. Pelo futebol apresentado durantes os noventa minutos e os longos acréscimos, não posso esconder. O sentimento é de frustração.