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França radicaliza e declara campeão


França radicaliza e declara Paris Saint-Germain campeão da Ligue 1. O motivo foi a pandemia e a solução foi injusta. Terminar a competição com dez rodadas de antecedência, por força maior, é compreensível. Poderiam indicar classificados para as competições europeias da próxima temporada e não declarar campeão, muito menos rebaixamento e acesso. Seria uma temporada para entrar na história com o asterisco do motivo incomum e sem injustiça.


O Paris Saint-Germain tinha 12 pontos e um jogo de diferença para o segundo colocado. Matematicamente poderia ser alcançado. Com a paralização e queda de rendimento esperada, não seria uma loucura acreditar na chance de perder o título. Para agravar a injustiça, o clube faz história ao igualar o número de conquistas com o Olympique de Marselle, nove títulos. Ficará apenas, um caneco atrás do Saint-Etienne, maior vencedor da Ligue 1 com dez títulos.


Já o Olympique de Marseille declarado vice-campeão, leva vaga para a Liga dos Campeões com o gosto amargo de ter só seis pontos de diferença para o Rennes, terceiro colocado. O Lille, três conquistas na competição, sai da temporada prejudicado. Tinha um misero ponto de diferença para o Rennes e dez jogos para passar o adversário. Vai para a Liga da Europa e o beneficiado para a fase preliminar da Liga dos Campeões.


Para piorar a decisão imposta pela Ligue 1, serão rebaixados Amiens e Toulouse. O Nimes foi salvo de rebaixamento por quatro pontos. Os acessos de duas equipes foram definidos e a Ligue 1 anunciou que a próxima temporada terá início em agosto 2020. Será a retomada de uma competição que sobreviveu a um escândalo com o Olympique Marselle na década de 90 e que marcou com injustiça a temporada 2019/20.


Apontar classificados para as Ligas Europeias seria uma solução aceitável. Declarar a competição encerrada por força maior, não apontar campeão, rebaixados e acesso, uma solução mais justa. O futebol francês, campeão do mundo, deveria seguir a linha da realidade imposta por uma situação imprevisível e caótica. Não deveria mergulhar na fantasia e prejudicar a história da competição. A injustiça, vai ficar mais visível, se o Paris Saint-Germain e Lyon, encerrarem suas participações na Liga dos Campeões fora da França para cumprir dentro de campo a temporada europeia.