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  • Foto do escritorFutebol em Rede

FOI FÁCIL DEMAIS


O Real Madrid embarcou para o Marrocos para disputar o Mundial de Clubes com dúvidas na bagagem. O time caiu de produção desde a retomada após a Copa do Mundo. Perdeu para o rival Barcelona na Supercopa da Espanha e teve quatro tropeços inesperados em La Liga. Para piorar, as contusões. Courtois, Eder Militão, Mendy, Lucas Vazquez, Carvajal e Benzema. Pilares do time titular, eram mais preocupações do que soluções para o Mundial.


O natural era esperar uma final no Marrocos com o Flamengo, campeão sul-americano. Com tantos problemas, o favoritismo total estava abalado. Porém, tudo mudou já na estreia da semifinal. O Real Madrid entrou em campo sabendo que o Flamengo foi eliminado. Jogou contra o Al-Ahly do Egito, poupando Benzema, Carvajal e Militão. Não encontrou dificuldades, mesmo sem ter no elenco um lateral esquerdo e improvisando Camavinga no setor.


A goleada do jogo de estreia, 4 a 1, com gols de Vinícius Júnior e Valverde, clarearam o caminho. Mesmo com improvisações, o time era mais forte do que o rival da final, o Al-Hilal da Arabia Saudita. Carlo Ancelotti reforçou o ataque com Benzema e foi para o jogo final com confiança. Não deu outra, nova goleada, 5 a 3, e a conquista da oitava taça do mundial de clubes. O jogo acabou sendo melhor do que o esperado. Bobeadas defensivas deram poder de reação ao adversário, mas nunca o poder de virar o placar.


Vinícius Júnior, 22 anos, foi o nome da conquista. Fez três gols em dois jogos. Valverde também. Porém, o brasileiro foi mais efetivo. Driblou adversários e as provocações racistas que teve que enfrentar na Espanha. Mostrou personalidade. Fez gols e deu assistências como se nada houvesse para atrapalhar seu futebol. Valverde como terceiro homem de ataque pela direita, fechando na marcação sem a bola, também jogou demais.


Os figurantes do time não comprometeram. Lunin tomou quatro gols. Camavinga, improvisado, até rendeu bem. A diferença técnica do elenco do Real Madrid diante dos adversários prevaleceu. Para quem embarcou para o Marrocos com tantas dificuldades, o resultado final, já esperado, foi bem mais fácil do que o imaginado. As incertezas do embarque foram esquecidas. O que entra para a história é o resultado final, a conquista. Fácil e incontestavelmente justa.

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