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#FICADINIZ

#FICADINIZ: O futuro de Fernando Diniz no São Paulo é complicado. Hoje em uma volta rápida passeando com os cachorros e indo a padaria para o sagrado pão da manhã, fiz uma pesquisa rápida e sem querer. Vários torcedores do Corinthians, do Palmeiras e do Santos, diziam, FICA DINIZ. Por isso a manchete desse post. Como se nota são torcedores de adversários do tricolor, para nós, e eu sou santista, pode deixar o Diniz aí, está ótimo: #FICADINIZ.




Talvez nas próximas horas ele seja mais um técnico desempregado no futebol brasileiro por conta da Libertadores da América. Não seria o primeiro, nem o último, mas cá entre nós, ele deu MOTIVO. Sua teimosia em jogar num esquema quase suicida, oferecendo campo para o adversário pressiona-lo na sua própria área é de uma burrice atroz. Sei que tem gente que vai discordar, respeito, mas isso é total falta de inteligência.




Como disse há poucos dias, o técnico do Leeds United, da Inglaterra, o argentino Marcelo Bielsa, uma estratégia boa é fazer com que o adversário fique distante do seu gol. Mas Diniz, que encanta alguns companheiros da imprensa, se revela mais um inventor sem causa. Não adianta dizer que não pode ter medo de ser demitido e montar um esquema idealista sem mudar nunca. Num time grande como o São Paulo os resultados importam muito e valem dinheiro. Sair da Libertadores na fase de grupos é prejuízo muito grande.



Deixar a Libertadores jogando mal tanto em casa como fora, embora tenha empatado com o forte River Plate, no Morumbi, o que não é tão demérito assim, é muito pouco para um time copeiro e para uma torcida sonhadora como a do tricolor, que já fez do torneio o seu ponto forte na América do Sul.



Diniz explica mal suas convicções e os jogadores não mostram a luta esperada numa competição tão importante. No Brasileiro a campanha é boa. Está em terceiro lugar, mas não deve ser o suficiente para segurar um técnico que comanda um time tão irregular e cheio de defeitos táticos.



O futebol é cruel, cobra resultados e normalmente cobra mais de um só, no caso o treinador. Se Diniz ainda não sabe disso está na hora de aprender. Não é possível que pense ainda que está dirigindo o pequeno Audax, que não tem torcida e nem pressão por resultados. O momento é de reflexão. Se não deu certo no Athletico, no Fluminense e tropeça no São Paulo, provavelmente o problema seja o seu trabalho, não os clubes e muitos menos a devastadora cultura de moer técnicos do futebol brasileiro, meu caro, Diniz.



Acorda, Diniz. Bonitinho, mas ordinário, não é futebol. É roda de bobinho e não tem volta olímpica para isso. Vá se reciclar e volte com o mesmo vigor idealista que você tem, mas levando em consideração que não dá para fazer sempre do mesmo jeito ou do seu jeito. É o que penso.