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Feio e horrível no final de semana


Dois assuntos chamaram a atenção no mundo esportivo no final de semana. O horrível aconteceu em Portugal com o jogador Marega do Porto em partida disputada em Guimaraes. Moussa Marega ( Foto – Divulgação ) é um atacante francês, naturalizado malinês, que atuou por empréstimo no Vitoria de Guimaraes e joga pelo Porto. O jogador desde o aquecimento foi insultado por torcedores de seu ex-clube, com provocações racistas. Após marcar um gol no jogo e na comemoração apontar para o próprio braço como resposta às provocações, foi advertido pelo arbitro com cartão amarelo e irritado abandonou o campo de jogo.

Parabéns Marega. Sua postura, na comemoração do gol e abandonando o campo de jogo, foi brilhante. Respondeu ao ataque racista e deixou uma lição sobre o assunto. Valeu mais a postura do atleta ofendido do que qualquer desculpa idiota dos dirigentes portugueses. Sua brilhante reação vai abrir comportas para discutirmos questões de intolerância racial no meio esportivo. O que aconteceu era previsto e em nenhum momento tomaram atitudes para evitar os insultos. O cartão amarelo do arbitro Luis Godinho foi de uma indecência ultrajante. Os torcedores do Vitoria de Guimaraes foram covardes e mereceram a reação de Marega após o gol.


Ser contra atitudes de discriminação racista ou de qualquer outra demonstração de intolerância deveria ser normal. Punir os covardes dentro de um estádio de futebol, nem sempre é possível. Pelo bem do esporte, algo concreto deveria ser feito. Não é punindo o clube ou generalizando com todo o estádio que acabaremos com essa estupidez. Localizar e identificar os agressores é difícil, mas necessário. Esse é o papel do poder público. Achar os responsáveis pela agressão e puni-los.


É bem diferente do ato feio que ronda o clássico São Paulo e Corinthians. O torcedor do São Paulo gritou bicha quando Cássio repunha a bola no jogo. O árbitro fez o certo, paralisou a partida e comunicou o ocorrido à delegada e etc. Gritos homofóbicos devem ser combatidos. Porém, Marega foi atingido pelas ações racistas. Cássio nem levou à sério o grito homofóbico. Como nenhum árbitro, leva ao pé da letra, os palavrões sobre sua genitora após cada erro ou interpretação dentro de campo. São duas atitudes com pesos diferentes e devem sofrer punições diferentes.


São reações nojentas em graus diferentes. Uma agressão descarada merece não só questionamento e ensinamento, merece punição severa. Outra, sem vítima, por ignorância ou preconceito, merece uma resposta educativa. Acho até a atitude dos dirigentes do São Paulo mais graves, após o clássico, ofendendo e ameaçando arbitragem. Pior ainda a reação homofóbica e de perseguição que ocorreu com Richarlyson no próprio São Paulo.


Dois assuntos chamaram a atenção no mundo esportivo no final de semana. O horrível aconteceu em Portugal com o jogador Marega do Porto em partida disputada em Guimaraes. Moussa Marega ( Foto – Divulgação ) é um atacante francês, naturalizado malinês, que atuou por empréstimo no Vitoria de Guimaraes e joga pelo Porto. O jogador desde o aquecimento foi insultado por torcedores de seu ex-clube, com provocações racistas. Após marcar um gol no jogo e na comemoração apontar para o próprio braço como resposta às provocações, foi advertido pelo arbitro com cartão amarelo e irritado abandonou o campo de jogo.

Parabéns Marega. Sua postura, na comemoração do gol e abandonando o campo de jogo, foi brilhante. Respondeu ao ataque racista e deixou uma lição sobre o assunto. Valeu mais a postura do atleta ofendido do que qualquer desculpa idiota dos dirigentes portugueses. Sua brilhante reação vai abrir comportas para discutirmos questões de intolerância racial no meio esportivo. O que aconteceu era previsto e em nenhum momento tomaram atitudes para evitar os insultos. O cartão amarelo do arbitro Luis Godinho foi de uma indecência ultrajante. Os torcedores do Vitoria de Guimaraes foram covardes e mereceram a reação de Marega após o gol.

Ser contra atitudes de discriminação racista ou de qualquer outra demonstração de intolerância deveria ser normal. Punir os covardes dentro de um estádio de futebol, nem sempre é possível. Pelo bem do esporte, algo concreto deveria ser feito. Não é punindo o clube ou generalizando com todo o estádio que acabaremos com essa estupidez. Localizar e identificar os agressores é difícil, mas necessário. Esse é o papel do poder público. Achar os responsáveis pela agressão e puni-los.

É bem diferente do ato feio que ronda o clássico São Paulo e Corinthians. O torcedor do São Paulo gritou bicha quando Cássio repunha a bola no jogo. O árbitro fez o certo, paralisou a partida e comunicou o ocorrido à delegada e etc. Gritos homofóbicos devem ser combatidos. Porém, Marega foi atingido pelas ações racistas. Cássio nem levou à sério o grito homofóbico. Como nenhum árbitro, leva ao pé da letra, os palavrões sobre sua genitora após cada erro ou interpretação dentro de campo. São duas atitudes com pesos diferentes e devem sofrer punições diferentes.


São reações nojentas em graus diferentes. Uma agressão descarada merece não só questionamento e ensinamento, merece punição severa. Outra, sem vítima, por ignorância ou preconceito, merece uma resposta educativa. Acho até a atitude dos dirigentes do São Paulo mais graves, após o clássico, ofendendo e ameaçando arbitragem. Pior ainda a reação homofóbica e de perseguição que ocorreu com Richarlyson no próprio São Paulo.


Generalizar punições não resolve a questão. Cada caso deve ter uma solução de acordo com o grau e o peso da ofensa cometida. O principal é localizar os ofensores. Fazer quem pratica a ação sofrer as consequências de seus atos. Não sejamos hipócritas, enquanto não localizarmos os agressores, iremos cometer injustiças. Colocar tudo num mesmo cesto para dar uma resposta à sociedade, não vai acabar com o problema. Cada caso deve ter uma solução de acordo com o grau e o peso da ofensa cometida. O principal é localizar os ofensores. Fazer quem pratica a ação sofrer as consequências de seus atos. Não sejamos hipócritas, enquanto não localizarmos os agressores, iremos cometer injustiças. Colocar tudo num mesmo cesto para dar uma resposta à sociedade, não vai acabar com o problema.