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Fantasma? Por que o Boca assusta tanto os times brasileiros?

Zoação à parte, historicamente o Boca Juniors tem levado vantagem contra os times brasileiros. É o chamado time copeiro. Isso começou no final do século passado e toda vez que há uma decisão entre Boca e um dos nossos é um sofrimento e tanto. O Corinthians conseguiu supera-lo com autoridade na conquista da Libertadores-2012, mas caiu diante dele em 2013 num dos maiores roubos da história em pleno Pacaembu.

Tinha perdido lá por 1 x 0 e aqui Carlos Amarilla fez o serviço e tirou o Corinthians da competição. A Conmebol não teve coragem de tirar o Corinthians de forma administrativa depois da morte de um garoto atingido por um sinalizador que partiu da torcida alvi-negra, na Bolívia, mas tirou através da arbitragem. Talvez o clube merecesse essa punição, mas veio por vias tortas e em benefício de quem? Do Boca.

O mesmo Boca que foi beneficiado pela arbitragem de Ubaldo Aquino contra o Palmeiras nas semifinais de 2001, no La Bombonera e agora há poucos dias teve interferência do árbitro também na expulsão de Dedé no jogo com o Cruzeiro. Detalhe: na roubalheira de 2013 contra o Corinthians o bandeira era o filho de Ubaldo Aquino. Foi só coincidência, não é? E agora no jogo do Cruzeiro o árbitro era Eber Aquino, não sei se são parentes, mas a “família” Aquino tem bons serviços prestados ao time argentino.

Além de muita força nos bastidores que vem desde os tempos do falecido Júlio Grondona, por muito tempo presidente da AFA e dono do futebol argentino, o time também é muito competente no campo e faz valer sua força principalmente contra os brasileiros.

Quando Andrés Sanchez, na sua primeira passagem como presidente do Corinthians, quis rever as cotas da Libertadores que eram muito baixas, se descobriu que os clubes argentinos sempre ganharam o dobro do que os brasileiros recebiam, principalmente Boca e River por obra de Grondona e a Conmebol, é claro, sabia disso e pagava.

O Boca ganhou a Libertadores de 1977 contra o Cruzeiro; a de 2000 contra o Palmeiras, a de 2003 contra o Santos e a de 2007 contra o Grêmio. Em 2001, como já foi citado, eliminou o Palmeiras, no “caso” Ubaldo Aquino, na semi e na final venceu o Cruz Azul, do México. Na Libertadores de 1978 a final foi contra o Deportivo Cali, da Colômbia, mas na fase de grupos eliminou com duas vitórias o Atlético Mineiro, que ficou em terceiro num grupo que também tinha o River Plate. São 6 conquistas no currículo e os brasileiros foram as maiores vítimas.

Ontem foi a vez do Palmeiras de novo ser eliminado em semifinal. Foi mal no primeiro jogo, em Buenos Aires, ontem fez um bom segundo tempo, mas insuficiente para evitar o empate de 2 x 2. Apesar de todos os investimentos e sonhos guardados, o fantasma do Boca tomou conta do Estádio e fez o torcedor palmeirense ir para casa muito triste. Esperava-se mais do Palmeiras, o Boca fez a sua parte. Assustou e assumiu a decisão. É copeiro, vencedor e bom de bastidores, embora tenha muito menos investimento que o Palmeiras.

Agora tem partida inédita entre Boca e River Plate. Festa do futebol argentino com os seus dois maiores clubes na decisão da Libertadores-2018. O River só tem que jogar seu bom futebol. O Boca é um grande fantasma, mas só para os brasileiros.

Mas nem sempre foi assim. Além do Corinthians de 2012, que o venceu nas finais, o Santos de 1963 venceu dentro de Buenos Aires e foi campeão. Outros tempos, o Boca na época era apenas um simples Gasparzinho.

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