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EUROCOPA NOTA 10... COPA AMÉRICA NOTA 2!


Disputadas ao mesmo tempo, a Eurocopa deu um banho na nossa Copa América. Afirmo isso sem “complexo de vira-lata” e também, pasmem, agradecendo pelo benefício inesperado da sua realização aqui no Brasil.

Essa competição Sul americana que o Brasil aceitou realizar em nosso País para “quebrar o galho” da Conmebol, sabíamos, iria escancarar a diferença enorme do nosso futebol daqui para o futebol de lá.

Novidade para alguém? Não!!!

Lá, organização perfeita ou quase perfeita. Considero quase porque a Inglaterra acabou jogando só uma partida fora do Wembley, em Londres. Os “Deuses” da bola aprontaram essa para os ingleses. Foram vencendo, se classificando e, na final, a festa foi dos Italianos. E que festa, né? A arbitragem, sensacional. Mostraram como o VAR pode e deve ser rápido. Os jogadores em campo, treinadores, suplentes todo o pessoal da “casa mata” respeitando a arbitragem. Uma ou outra reclamação e normais, dentro dos limites.

Futebol muito bom. Jogado para frente, com velocidade; entradas duras nas “divididas”, mas com lealdade. Na fase de mata/mata jogos empolgantes; prorrogações de tirar o folego; nas decisões por pênaltis outro espetáculo. Lá como cá nas cobranças erros e acertos. Dizia o Neném Prancha, filósofo roupeiro do Botafogo, que “pênalti é tão importante que deveria ser batido pelo presidente do clube”. Público nos estádios com limitação entre 60 e 80 por cento da capacidade de cada um. Moldura maravilhosa para os espetáculos em campo.

Aqui, lado de cá, competição acertada para o Brasil em acordo da Conmebol com a CBF. A Copa seria disputada na Colômbia, que por situação política e revolta da população, cancelou promovê-la no seu território, e na Argentina, onde o Governo local não concordou. Aqui, nível técnico sofrível. Gramados (gramados?) horríveis. Uma vergonha.

Como sempre Brasil e Argentina, os destaques. Uruguai que é força importante decepcionou. Chile e Colômbia “ora um, ora outro” não foram destaque.

Para nós brasileiros a Seleção não agradou e nos preocupou.

Sendo otimista, o “vice” (Argentina campeã, com primeiro título de Messi) expôs a realidade do nosso time. Resultados enganosos e exibições mais ou menos e, algumas, decepcionantes. Tite, o nosso técnico, figura humana sensacional. Esmerou-se nas explicações no seu “TITEGUÊS” para explicar o “sexo dos anjos”.

Está aí a realidade do atual momento do nosso futebol.

E o MOMENTO é de decisão. Se a solução for a troca do comando técnico, entenda-se toda a Comissão Técnica, a hora é agora.

Estou entre os que acham que é hora para isso: JÁ. Outros defendem a tese de que o trabalho deve continuar com a confiança de que a Seleção irá melhorar com a experiência desses últimos 5 anos sob o comando do Tite e a sua Comissão Técnica.

Se a opção for mudar o melhor nome que temos aqui é Renato Gaúcho, que assumiu o Flamengo. Se o contrato atual vai até de dezembro fica a impressão de que isso vale para no final de dezembro estar livre para a Seleção.

Outros entendem que chegou a hora de um técnico estrangeiro assumir o comando da nossa Seleção. O português Jorge Jesus, o Mister campeão com o Flamengo estaria entre os cogitados. Guardiola é outro nome lembrado.

Aí, para o caso, outra complicação: quem tomará essa decisão. O presidente da CBF, Rogério Caboclo, está afastado por determinação da Comissão de Ética, acusado de assédio sexual – sem contar que está com problemas de alcoolismo. Tendência é de perder o mandato. Nesse caso, eleição de uns dos vice-presidentes atuais presidir a entidade até dezembro do ano que vem. Eleições para o próximo mandato acontecendo em meados de 2022.

O futebol brasileiro não merece isso.

Para encerrar, um lembrete: os nossos jogadores estão jogando menos do que pensam que jogam. Que fase!!!

Um abraço. Lucas Neto