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  • Foto do escritorFutebol em Rede

Estamos livres de Tite. E Neymar cada vez mais longe de Messi


Brasil eliminado. Tite correu para o vestiário assim que Marquinhos errou a cobrança de pênalti. Coisa feia, Tite. Isso não se faz. O técnico deixou os jogadores desolados no gramado. Atitude covarde.

Não essa a atitude que se espera de um comandante.

Mas não quero falar de Tite. Cansei. Já escrevi nas minhas tribunas que o técnico brasileiro é um patoteiro. Adora formar grupinhos. Até agora não entendi qual a razão de ele ter convocado o Everton Ribeiro, o Pedro...Pedro entrou contra a Croácia. Everton Ribeiro jogou um pouquinho contra Camarões.

Ridículo.

Enfim, mas ele já disse que o ciclo dele como treinador da Seleção Brasileira acabou. Falou que agora vai cumprir um período sabático. Ficará seis meses sem trabalhar.

Que bom.

É uma ótima notícia.

Ficaremos livres de suas cansativas entrevistas coletivas. Recheadas de “atacante terminal”, “externo” e “Rec 5”. Um tormento para os ouvidos.

Quero falar de Neymar.

Neymar ainda é um grande jogador. É o melhor que temos no país. Não é mais o que já foi. Fez um golaço contra a Croácia. O golaço que fez poderia ter sido o da classificação brasileira para a semifinal.

Tem tudo para ser decisivo.

Mas não é.

Não consegue.

Tem muito o que aprender com o seu parceiro de PSG: Messi.

O craque argentino, faz a diferença.

Na classificação da Argentina contra a Holanda, Messi fez o passe para o primeiro gol dos “hermanos”e depois converteu o pênalti.

Que poderia ter definido a classificação da Argentina, não fosse a reação heroica dos holandeses.

Nos pênaltis, deu Argentina.

E Messi, claro, converteu a sua cobrança.

A diferença maior entre Messi e Neymar não está no futebol. Está no ego. Messi é um jogador de equipe. Ele joga pelos seus companheiros de equipe.

E seus companheiros de equipe jogam por ele.

Além de jogarem por Messi, os outros jogadores da Argentina cantam, no vestiário, a mesma música que os torcedores argentinos berram na arquibancada.

Celebrando o nome de Messi.

Ao jogar pela Argentina ou, antes pelo Barcelona e, atualmente, pelo PSG, Messi se destaca e conquista prêmios individuais.

Isso ocorreu em toda a sua carreira.

Hoje, por causa da idade, os prêmios individuais começam a rarear.

Já não são muitos.

E Neymar?

Neymar joga por ele.

Seu ego inflado impede que ele seja colaborativo.

Líder ele nunca foi.

E dificilmente será.

Neymar até tenta ser um líder. Mas não consegue. Foi assim contra a Croácia.

Vídeos mostram quando ele alertou os jogadores do Brasil para que não desguarnecessem a defesa quando o Brasil estava ganhando por 1 a 0.

Foi visível.

Todo mundo viu.

Mas líder que é líder não age assim.

Líder que é líder age discretamente.

Carlos Alberto Torres, em 1970, liderou seus companheiros sem estardalhaço.

Cafu, da mesma forma na Copa de 2002.

Dunga, em 98, agiu como Neymar.

Foi recriminado pelos demais companheiros quando tentou agredir o atacante Bebeto.

Neymar não tentou agredir ninguém.

Mas abriu os braços de forma explícita.

Expondo seus companheiros de seleção.

Foi este Neymar sem nenhum dom para ser líder que ganhou a braçadeira de capitão de Tite, logo que o técnico assumiu o comando da Seleção Brasileira.

Uma seleção que tem um treinador que acha que Neymar pode ser o capitão da equipe não tem condições de chegar a lugar nenhum.

Não chegou.

Está de volta pra casa.

Mais uma vez desclassificada nas quartas-de-final de uma copa.

A segunda sob o comando de Tite.

Wladimir Miranda cobriu duas copas do mundo (90 e 98). Trabalhou nos jornais Gazeta Esportiva, Diário Popular, Jornal da Tarde, Diário do Comércio e também na Agência Estado. Iniciou no jornalismo na Rádio Gazeta. Trabalhou também na TVS, atual SBT. Escreveu dois livros,de grande aceitação no mercado editorial: O artilheiro indomável, as incríveis histórias de Serginho Chulapa e Esconderijos do futebol.

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